Antes de mais nada, devo confessar que fico emocionado as mensagem de natal que tenho recebido. Muito obrigado a todos. O Natal significa o nascimento de nosso Salvador, o filho de Deus que veio para corrigir o rumo da humanidade, para mostrar que o amor e o respeito ao próximo valem mais do que raios e trovões mandados do céu ou lanças e flexas atiradas ao peito dos inimigos.
Amanhã, celebraremos com mesas fartas, bebidas e presentes, sorrisos e roupas bonitas. Nos juntaremos à família e aos amigos e faremos o nosso melhor para viver mais um daqueles natais inesquecíveis.
Sim, faremos tudo isso, só que o Natal não pode significar apenas presentes caros, roupas bonitas, comida e bebida à vontade.
Neste ano, sou aquele chato que vai lembrar que Jesus nasceu numa mangedoura, pois não houve hotel que hospedasse sua mãe grávida. No meio dos animais, Maria deu à luz ao filho de Deus. Há quem duvide que essa história seja verdadeira, mas isso não interessa tanto.
O mais bonito não é a figura humana de Jesus Cristo, mas a sua mensagem. Isso é o que realmente importa nessa vida, que é curta e incerta. Podem acreditar.
Hoje, na volta do supermercado, carregado de bolsas, caminhei com um pensamento fixo. Escreveria um texto com o título COMO SOBREVIVER AO NATAL, VERSÃO 20.11. Eu ia escrever sobre o shopping cheio, o mau atendimento das lojas, o cheiro insuportável do bafo concentrado de trezentas pessoas amontoadas num vagão do metrô, a corrida pelas gôndolas do mercado, as dificuldades de se encontrar os ingredientes secretos das receitas baixadas da internet, ou seja, eu ia escrever tudo aquilo que quase todo mundo viveu nesses últimos dias.
Tenho certeza que muitos pensaram: HAJA PACIÊNCIA PARA O NATAL.
Foi exatamente o que eu pensei. Vim resoluto para escrever sobre a missão de sobrevivência no Shopping, o exercício de paciência no supermercado, a aventura de encontrar tudo o que se que quer comprar a preços acessíveis.
Ia desabafar, escrever alhos e bugalhos, esculhambar o consumismo desenfreado da humanidade, detonar o mau atendimento das lojas, ia fazer tudo isso, quando me dei conta que o filósofo Bambam estava certíssimo quando dizia: FAZ PARTE!
Tudo isso faz mesmo parte do Natal. O que é uma fila ou uma loja cheia? Por acaso, isso é algum sacrifício?
Claro que não. Sacrifício mesmo foi o Seu José carregar a Dona Maria arrebentando de grávida para se recensear em outra cidade. Sacrifício foi buscar um lugar decente para passar a noite e ter que se contentar com um estábulo. Os dois cumpriam uma ordem da burocracia do governo da época e, graças a ela, Dona Maria sofreu as dores do parto no lugar mais humilde que se pode imaginar. Todo esse sofrimento foi preciso para que Jesus viesse ao mundo e seu nascimento fosse carregado de significação.
Nosso sacrifício de véspera de natal não é nada perto do significado da mensagem de Jesus. O mais poderoso veio ao mundo como o mais humilde.
Neste Natal, vou exercer o amor e a humildade; me aproximarei das pessoas que eu gosto e mais ainda daquelas que eu não gosto; perdoarei os que me ofenderam sem esperar que me perdoem; compreenderei ao meu próximo mesmo que ele não me compreenda; me colocarei no lugar do meu irmão para entendê-lo melhor.
Essa é a minha mensagem para quem quer SOBREVIVER AO NATAL, VERSÃO 20.11
Por fim, como não sair do lugar comum? UM FELIZ NATAL PARA VOCÊS!!!
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Lixo e esgoto
A matéria "Saneamento avança a passos lentos" publicada no Globo de 20 de outubro relata a situação atual do saneamento básico no Brasil. O texto diz que "há décadas, o Brasil avança lentamente quando se trata de saneamento básico. Em 2008, dos 5.564 municípios existentes, 2.945 (44,8% do total) ainda não contavam com rede coletora de esgoto. Já os domicílios com acesso à rede não chegavam nem à metade: eram 45,7%. Os dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB) de 2008 e do Atlas do Saneamento 2011, divulgados pelo IBGE, mostraram ainda que em oito anos o número de cidades com coleta de esgoto cresceu menos de três pontos percentuais. Em 2000, 52,2% das cidades tinham acesso à rede. Em 2008, eram 55,1% dos municípios. "
O problema não parece ser de falta de investimentos, que triplicaram no período de dez anos. O abastecimento de água é quase universal no Brasil, mas o país ainda é fraco no manejo do esgoto e do lixo.
Os ambientalistas de holofote gastam tempo e dinheiro em suas declarações sobre o desmatamento e o aquecimento global, mas não se empenham o suficiente em apresentar soluções para as questões do saneamento público. Tratar e destinar corretamente o lixo e esgoto são temas fundamentais para uma sociedade que se diz tão preocupada com o ambiente sustentável.
Certamente, as seções brasileiras das ONG européias fariam muito mais pelo nosso povo se ocupassem uma fração maior do seu tempo em questões que realmente dizem respeito ao bem estar de todos.
O problema não parece ser de falta de investimentos, que triplicaram no período de dez anos. O abastecimento de água é quase universal no Brasil, mas o país ainda é fraco no manejo do esgoto e do lixo.
Os ambientalistas de holofote gastam tempo e dinheiro em suas declarações sobre o desmatamento e o aquecimento global, mas não se empenham o suficiente em apresentar soluções para as questões do saneamento público. Tratar e destinar corretamente o lixo e esgoto são temas fundamentais para uma sociedade que se diz tão preocupada com o ambiente sustentável.
Certamente, as seções brasileiras das ONG européias fariam muito mais pelo nosso povo se ocupassem uma fração maior do seu tempo em questões que realmente dizem respeito ao bem estar de todos.
Contradições
Um amigo me mostrou a capa de uma revista do PCdoB solidarizando-se com o povo norte-coreano pela perda de seu grande líder, Kim Jong Il, morto semana passada. Os comunistas brasileiros consideram o falecido ditador como um arauto da luta anti-imperialista, um verdadeiro herói. Difícil engolir essa.
A CNN divulgou alguns hábitos daquele ditador. Para começar, ele, reconhecidamente, era um apreciador de bons vinhos; depois, mantinha uma coleção particular de filmes estrangeiros. Isso num país onde literalmente milhões morrem de fome e a população está submetida a uma censura feroz.
O falecido fanatizava seu povo, que mantinha por ele verdadeira adoração. Talvez por isso, na comunista Coréia do Norte o poder passa de pai para filho; de filho para neto.
A solidarieade ao sofrido povo coreano me parece apropriada; enaltecer o ditador morto, não.
Em outubro, o PCdoB viveu uma grave crise com a revelação dos indícios de corrupção no Ministério dos Esportes. Não entrarei muito no mérito da justiça, ou não, dessas acusações, mas vale reler o artigo "Da guerrilha ao poder e a suspeitas de corrupção", publicado no Globo de 19 de outubro. O texto revela que o discurso de uns é bem diferente da prática de outros.
O extermo oriente fica muito longe do Brasil e, para nós, as notícias sobre os mandos e desmandos naquela região servem somente para compor o imenso mosaico do nosso mapa-mundi. Contudo, nos interessa, sim, a trajetória e as contradições do grupo que protagonizou a Intentona de 1935.
Não preciso mesmo me posicionar sobre o que é certo ou errado. No palco da História, aqueles atores, hoje travestidos de defensores da democracia, já mostram eles mesmos que não são o que dizem ser.
Os que sabem ler que leiam e alcancem as suas conclusões.
A CNN divulgou alguns hábitos daquele ditador. Para começar, ele, reconhecidamente, era um apreciador de bons vinhos; depois, mantinha uma coleção particular de filmes estrangeiros. Isso num país onde literalmente milhões morrem de fome e a população está submetida a uma censura feroz.
O falecido fanatizava seu povo, que mantinha por ele verdadeira adoração. Talvez por isso, na comunista Coréia do Norte o poder passa de pai para filho; de filho para neto.
A solidarieade ao sofrido povo coreano me parece apropriada; enaltecer o ditador morto, não.
Em outubro, o PCdoB viveu uma grave crise com a revelação dos indícios de corrupção no Ministério dos Esportes. Não entrarei muito no mérito da justiça, ou não, dessas acusações, mas vale reler o artigo "Da guerrilha ao poder e a suspeitas de corrupção", publicado no Globo de 19 de outubro. O texto revela que o discurso de uns é bem diferente da prática de outros.
O extermo oriente fica muito longe do Brasil e, para nós, as notícias sobre os mandos e desmandos naquela região servem somente para compor o imenso mosaico do nosso mapa-mundi. Contudo, nos interessa, sim, a trajetória e as contradições do grupo que protagonizou a Intentona de 1935.
Não preciso mesmo me posicionar sobre o que é certo ou errado. No palco da História, aqueles atores, hoje travestidos de defensores da democracia, já mostram eles mesmos que não são o que dizem ser.
Os que sabem ler que leiam e alcancem as suas conclusões.
sábado, 3 de dezembro de 2011
Ora, blogs
Escrevi o seguinte comentário agora, no Blog do Sakamoto.
Já faz muito tempo que li no livro Chatô uma frase que vem bem a calhar. No livro, o Chateaubriand foi enfático quando disse que o jornal publica a opinião do dono, não a do jornalista.
Quer publicar sua opinião? Crie um blog e escreva aquilo que entenda e o que ignore. Diga e desdiga o que quiser, publique o necessário, o desejável e o supérfluo. Seja justo e injusto, desça a lenha em culpados e inocentes, dê asas à sua imaginação, crie suas próprias mentiras e depois acredite ardorosamente nelas. Faça isso e seja feliz.
Legal, né? O bom é que todo mundo pode ter seu próprio blog; ruim mesmo é conseguir viver de escrever abobrinha. Quanto a isso, digo que é difícil, mas não impossível. Os cinco anos do Blog do Sakamoto comprovam isso.
Agora, melhor que publicar abobrinha no seu próprio blog, é comentar besteira nos blogs alheios. Modéstia a parte, disso eu entendo.
Bom sábado para todos.
domingo, 20 de novembro de 2011
PNR em Brasília
Hoje, a Resenha do Exército transcreve um artigo do Correio Brasiliense sobre as casas do SMU. O texto, ainda que simpático, pode ser usado para atacar os militares por disporem de "privilégios", como casas bem cuidadas, jardins tratados, ruas limpas e segurança.
O texto apresenta alguns dados que se pode explorar a favor dos militares. Um deles diz respeito ao tamanho das casas, que são pequenas. Um major mora numa casa de 127 metros quadrados, enquanto as chamadas mansões dos generais são de apenas 210 metros quadrados. Atentem que são casas, não apartamentos.
As casas dos militares são pequenas e confortáveis. Contudo, ainda que possuam de um jardim ou uma garagem, não dispõem de sauna ou piscina. Via de regra, militares são pessoas simples, a maioria de origem humilde, mas que prezam a limpeza e a arrumação das coisas.
Outro aspecto a ser considerado é que as Forças Armadas fizeram o correto. Mantiveram seus PNR em 1990 quando os demais órgãos da administração pública os venderam por preços irrisórios. Assim, ainda que os militares recebam um salário bem menor que seus congêneres civis, é possível trazê-los para trabalhar em Brasiília, justamente pela possibilidade de morarem em PNR.
O artigo informa que as casas dos militares situam-se em área pública, com livre acesso a quem quer que seja. Nesse aspecto, é bom ressaltar que se o SMU é uma ilha de tranquilidade e asseio num cenário de uma Brasília cada vez mas caótica e suja, isso se deve ao cuidado dos próprios militares em cuidar do patrimônio público.
O texto apresenta alguns dados que se pode explorar a favor dos militares. Um deles diz respeito ao tamanho das casas, que são pequenas. Um major mora numa casa de 127 metros quadrados, enquanto as chamadas mansões dos generais são de apenas 210 metros quadrados. Atentem que são casas, não apartamentos.
As casas dos militares são pequenas e confortáveis. Contudo, ainda que possuam de um jardim ou uma garagem, não dispõem de sauna ou piscina. Via de regra, militares são pessoas simples, a maioria de origem humilde, mas que prezam a limpeza e a arrumação das coisas.
Outro aspecto a ser considerado é que as Forças Armadas fizeram o correto. Mantiveram seus PNR em 1990 quando os demais órgãos da administração pública os venderam por preços irrisórios. Assim, ainda que os militares recebam um salário bem menor que seus congêneres civis, é possível trazê-los para trabalhar em Brasiília, justamente pela possibilidade de morarem em PNR.
O artigo informa que as casas dos militares situam-se em área pública, com livre acesso a quem quer que seja. Nesse aspecto, é bom ressaltar que se o SMU é uma ilha de tranquilidade e asseio num cenário de uma Brasília cada vez mas caótica e suja, isso se deve ao cuidado dos próprios militares em cuidar do patrimônio público.
domingo, 23 de outubro de 2011
Chilenas
Já compareci antes neste blog para malhar os chilenos. Realmente, o povo daqui é muito pouco flexível e merece as minhas críticas. Acho que é coisa de gente da montanha.
Malhei os chilenos, mas tenho que reconhecer que eles são muito bons. É gente trabalhadora, que respeita o próximo e cuida do que é patrimônio de todos.
Hoje, levei a família ao Cerro Santa Lucia. Fomos de metrô, em trens absolutamente limpos, sem sujeira no chão, sem aquelas pixações horrorosas nas paredes. No Cerro, ninguém gritando, ninguém furando fila, ninguém cuspindo no chão. Que diferença do Brasil!
A turma daqui é bitolada, mas é gente boa. Os chilenos são simpáticos e prestativos. Depois de três meses, já admiro as mulheres chilenas. Elas são bem baixinhas, mas bonitinhas. Os homens são horrorosos, mas as crianças são lindas. Dá gosto de vê-las nos trens, nos parques, nas ruas. Os pais carregam seus filhos para todo lugar, sem estresse, o que é muito legal.
Quer saber? Tenho vergonha da baixaria que aprontamos em nossa terra. Acho que temos muito que aprender com o pessoal daqui.
Outro recado. Estamos em alta aqui no Chile, o que é um verdadeiro convite para a arrogância. Não caiamos nessa armadilha. Temos é que ser humildes e mostrar para todo o mundo que o brasileiro é cordial e amigo. Assim, conquistaremos parceiros para toda vida.
Estamos na noite de um domingo que foi lindo, quente, ensolarado. Talvez por isso eu esteja de bom humor, satisfeito de estar vivendo por aqui.
Acho que sentiremos saudades do Chile.
Malhei os chilenos, mas tenho que reconhecer que eles são muito bons. É gente trabalhadora, que respeita o próximo e cuida do que é patrimônio de todos.
Hoje, levei a família ao Cerro Santa Lucia. Fomos de metrô, em trens absolutamente limpos, sem sujeira no chão, sem aquelas pixações horrorosas nas paredes. No Cerro, ninguém gritando, ninguém furando fila, ninguém cuspindo no chão. Que diferença do Brasil!
A turma daqui é bitolada, mas é gente boa. Os chilenos são simpáticos e prestativos. Depois de três meses, já admiro as mulheres chilenas. Elas são bem baixinhas, mas bonitinhas. Os homens são horrorosos, mas as crianças são lindas. Dá gosto de vê-las nos trens, nos parques, nas ruas. Os pais carregam seus filhos para todo lugar, sem estresse, o que é muito legal.
Quer saber? Tenho vergonha da baixaria que aprontamos em nossa terra. Acho que temos muito que aprender com o pessoal daqui.
Outro recado. Estamos em alta aqui no Chile, o que é um verdadeiro convite para a arrogância. Não caiamos nessa armadilha. Temos é que ser humildes e mostrar para todo o mundo que o brasileiro é cordial e amigo. Assim, conquistaremos parceiros para toda vida.
Estamos na noite de um domingo que foi lindo, quente, ensolarado. Talvez por isso eu esteja de bom humor, satisfeito de estar vivendo por aqui.
Acho que sentiremos saudades do Chile.
Binladaran o Kadafi
Engraçado. Na época que mataram o Bin Laden, li um montão de artigos politicamente corretos reclamando da crueldade dos Estados Unidos em exterminar um sujeito desarmado. Tadinho do Bin Laden. Agora, quando mataram o Kadafi, tenho procurado ler os bacanas de sempre mas não consegui encontrar nenhum texto criticando a sua execução.
Devo mesmo estar mal informado.
Ah, já sei. É que se for para malhar os yankees, aí pode; mas se for para malhar os amigos dos amigos, aí não pode. Tá explicado, então.
Só não venham me dizer que o Bin Laden morreu por ordem de um presidente que tinha a obrigação de levá-lo a julgamento; enquanto o Kafafi foi morto por vontade popular. Não me digam isso, pois estou meio cansado de bacanas tentando me convencer do que é certo ou errado.
Devo mesmo estar mal informado.
Ah, já sei. É que se for para malhar os yankees, aí pode; mas se for para malhar os amigos dos amigos, aí não pode. Tá explicado, então.
Só não venham me dizer que o Bin Laden morreu por ordem de um presidente que tinha a obrigação de levá-lo a julgamento; enquanto o Kafafi foi morto por vontade popular. Não me digam isso, pois estou meio cansado de bacanas tentando me convencer do que é certo ou errado.
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