Passou outro dia no Telecine, não vi na hora, mas gravei.
Acabo de assistir a última versão do filme do Super Homem.
Enfim, o Homem de Aço é muito melhor que o Homem de Ferro.
sábado, 30 de agosto de 2014
Super Homem
Reino Unido. ISIS. Putin
Dois fatos.
1) Faz pouco tempo, o governo britânico anunciou novos cortes de pessoal em sua estrutura de defesa. A invasão da Ucrânia não mudou suas prioridades, que continuam sendo defesa cibernéticam, drones e tropas de reação rápida.
2) O numeroso contingente de cidadãos britânicos lutando ao lado do ISIS levou o mesmo Reino Unido a elevar o alerta de risco de ataque terrorista.
São apenas dois fatos, mas já me reforçam a ideia de que Putin não é a maior preocupação dos britânicos. Certamente é a dos ucranianos, deve ser a dos poloneses, pode ser a dos alemães, mas ainda não é a dos britânicos.
Isso não quer dizer que Putin tenha plena liberdade de ação. Os movimentos russos estão sendo monitorados, só que de longe. O alarme está mais estridente para aqueles europeus que degolam jornalistas no deserto território reivindicado pelo ISIS. Pelo menos por enquanto a banda toca desse jeito. Por enquanto.
Bruxas
domingo, 10 de agosto de 2014
Saudade do Saddam
Uma ironia macabra e carregada de uma verdade cruel, mas que saudade do Saddam Hussein! Com ele, era mais fácil saber quem era o bom e o mau; nem se precisava de muito esforço analítico para identificar os problemas e apontar soluções. E quantos e quantos equívocos!Os EUA intervieram agudamente no Oriente Médio e muitos os criticaram. Eu também, porque sabia que a invasão do Iraque tentava se justificar com uma mentira. Depois de tantos anos de Unscom, os americanos sabiam muito bem que Saddam não possuía mais as armas de destruição em massa. Invadiram, depuseram e enforcaram o monstro. Acabaram fazendo o certo pelo motivo errado.
Anos de ocupação os cansaram da guerra e os EUA retiraram suas tropas antes de assegurar a estabilidade do novo regime iraquiano. Daí, fizeram o errado pelo motivo certo.
Não dá para se abster, nem para lavar as mãos e deixar que os árabes se matem uns aos outros.O Oriente Médio é muito mais que um imenso poço de petróleo. É apenas o berço da religião judaica-cristã-islâmica, ou, para os incrédulos, a convergência do leste e o oeste do planeta.Mataram o Saddam, que tantas mortes tinha nas costas, e o que veio em seu lugar parece ser um demônio ainda pior.
O mundo já foi um lugar mais fácil de se entender.
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Azar
Em 82, estava na frente da TV, me segurando no Brasil e Itália. Tive que ir ao banheiro e Paulo Rossi botou o terceiro gol deles em cima da gente. Meu xixi nos desclassificou. Hoje, estava dois a zero, um calor danado. Abri a porta da varanda e senti que podia dar azar. Um minuto depois, pênalti para eles. Fechei a porta na mesma hora. Não deu para salvar o pênalti, mas preferi o calor até o apito final. Vencemos. Quem disse que coincidências não existem?
sábado, 28 de junho de 2014
Primeira guerra
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Meu quase único leitor
Quinta-feira, eu em casa, já quase meio dia. Agorinha mesmo, liguei o computador, o velho, porque o outro, novo de três anos é pior que este, de sete. Vim digitar algo por aqui.
Daí, lembrei do McGee do NCIS, aquele que escreve livros em sua velha máquina de escrever. No seriado, seus colegas zombam do trambolho, mas ele segue firme. Se fosse comigo, simples e acomodado mortal, nem precisariam zoar duas vezes. Faço no velho Notebook o que jamais faria em qualquer máquina de escrever.
Quase sempre, quem gosta de escrever lê muito. Baixei uns três ou quatro livros do Machado de Assis no meu iPhone. Aquele escritor carioca do século XIX é o meu preferido. Seus romances são bons de história, mas ele é notável mesmo quando emprega os recursos do idioma, elegante em seus pronomes, substantivos e verbos. Diferente dos blogs de hoje em dia, sua obra não combina com leituras dinâmicas, mas requer idas e voltas, círculos e retas, diagonais, aclives e declives, contemplação e reflexão
Capítulos curtos, parágrafos mais ainda. Não é economia, mas pouco desperdício. Afinal, para que tantas palavras se menos já bastam? Machado corta os excessos e, mesmo quando pouco sobra, nada falta.
Ele não usava máquina, escrevia mesmo à mão, com pena, tinteiro e mata-borrão, gastando folhas e folhas, riscadas e rasgadas, sujando seus dedos e unhas, castigando os artelhos. E se tanto fez assim, o que faria se vivesse hoje, com teclado, mouse e tela plana?
Tão cômodo escrever nos notebooks e porque será que não surgem outros escritores como ele? Bem sei a resposta. Estamos mal acostumados com o conforto, que é parceiro da preguiça. A ansiedade em escrever rápido nos desculpa por escrever mal.
Enfim, milhares e milhares leram e continuarão lendo Machado de Assis; e eu, que mal crio um simples texto, bem mereço ser meu quase único leitor.