domingo, 26 de janeiro de 2014
Prejuízos
sábado, 25 de janeiro de 2014
O livro negro do comunismo
Português é o grande diferencial
Depois de um longo recesso, estou novamente diante do meu blog.
Havia mesmo esquecido deste espaço, que é só meu, de tão poucos leitores que me acompanham. Contarei o que me fez regressar.
Ouvi um dos comentários do Max Geringer sobre a importância de se fazer entender. Um ouvinte, professor de português, reclamava das deficiências que seus alunos demonstravam no domínio de nossa língua.
Tenho algo a dizer sobre este assunto.
Anos atrás, antes mesmo dos computadores invadirem nossas vidas, era mais difícil escrever. Era preciso ter caneta, caderno e um ambiente apropriado. A datilografia era terreno de escritores profissionais, daqueles que vemos nos filmes antigos, teclando as máquinas, arrancando, amassando e arremessando no lixo folhas mal escritas.
Os teclados facilitaram a vida de todos, mestres e diletantes. Mais dóceis, permitiam toques suaves. Os editores de texto deixam o escritor errar à vontade. Basta deletar o que não lhe agrada, sem gastar papel a toa.
O mundo parecia perfeito, mas a evolução alcançou os "tablets" e "smartphones", aparelhos que são uma maravilha para ler, mas péssimos para escrever.
Tudo isso me atingiu.
Aqui em casa, o desktop e meus dois notebooks estão pifados há tempos, Não sentia falta, pois o iPhone e o tablet atendem minhas necessidades de obter informação. Eu me acomodei.
Ouvi o comentário do Geringer e ressuscitei o velho e desmemoriado notebook Dell.
Por enquanto, tudo bem. Vamos ver se essa geringonça salva este meu texto de retorno.
Um abraço a todos.
sábado, 26 de outubro de 2013
A ruína da civilização ocidental
sábado, 12 de outubro de 2013
Nobel da Paz
O Nobel da Paz deste ano foi para a Organização para a Proibição de Armas Químicas, a OPAQ. Longe de ser injusto, pela relevância de eliminar armas de destruição em massa; e também longe de ser o mais merecido, porque a OPAQ existe tão somente para cumprir um tratado internacional.
Os inspetores de armas químicas aplicam a ciência pelo bem da humanidade, trabalham em ambientes inóspitos e se expõem ao perigo do envenenamento. É justo que sejam reconhecidos, mas eles só se movem quando autorizados pelos governos.
Quem mais mereceria esse prêmio seria a Convenção para a Proibição de Armas Químicas, um instrumento ratificado por praticamente todas as nações e que traduz o propósito de livrar o mundo de um tipo de arma particularmente cruel.
Não se pode premiar um propósito ou uma boa intenção. Então, o prêmio segue para a instituição que torna o desejo em realidade. É justo que seja assim.
sábado, 14 de setembro de 2013
Mal menor
Admiro a atitude de Robert Kaplan em admitir um erro que teria cometido. Li seu artigo e o considerei consistente, mas discordo de sua análise.
Kaplan diz que um bom analista teria que formular seu trabalho pensando em cinco ou seis etapas adiante. Ora, isso seria muito temerário, pois os acontecimentos sempre carregam um elevado grau de incerteza.
Pode ser que um mestre do xadrez consiga antecipar cinco ou seis jogadas adiante de seu adversário, mas isso é bem diferente de se prever, na vida real, as consequências a longo prazo de um fato no presente.
A incerteza é ainda maior quando se trata do Oriente Médio, onde povos milenares coabitam países artificialmente criados, com menos de cem anos de existência juridicamente aceita. Lembro que aqueles mesmos países foram construídos em território que pertenceu, por séculos, ao Império Otomano, sem notícias de maiores instabilidades. Contudo, ao longo de um século, o que era tranquilo se transformou numa região onde afloram as rivalidades, onde a violência assusta pela sua extensão e profundidade.
Não ouso prever o que ocorrerá naquele canto do planeta. Acho que ali funciona melhor o ditado que diz que o futuro a Deus pertence.
Um segundo aspecto quanto à análise de Kaplan diz respeito à ideia do mal menor. Não acredito nesse conceito. Recordo que, na vida, não existe um pequeno câncer ou uma pequena gravidez. O que é pequeno hoje, amanhã pode lhe consumir o corpo e a alma. Assim também é com os regimes de governo. Não se pode pensar numa ditadura inofensiva ou até mesmo do bem, funcionando como como uma rolha impedindo que se libere o mal contido numa garrafa. O autoritarismo também evolui e nada é tão ruim que não possa piorar.
A guerra civil da Síria envolve interesses difusos, com um nível de violência e crueldade que a equipara aos piores conflitos da humanidade, como aqueles que atingiram os balcãs ou os da rivalidade entre hutus e tutsies na África.
Os que praticam genocídios merecem as consequências de seus atos. Não me preocupo tanto com qual facção merece viver ou morrer nas guerras. Afinal, morrer faz parte dos riscos do combate. O que realmente me incomoda é a imagem de crianças envenenadas, daqueles pequenos anjos que o homem mata com tanta facilidade.
Melhor que prever o futuro é impedir os massacres de inocentes que continuam acontecendo.
Ontem, Ban Ki Moon afirmou que o governo Sírio é o responsável pelo massacre do dia 21 de agosto. A crueldade só aumenta a pressão da garrafa síria. A rolha, do jeito que está, provocará a explosão da garrafa em mil estilhaços. Parece que é hora de destampá-la e enfrentar de vez o mal que ela contém.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Dachau em Damasco
A atual aversão de boa parte dos americanos em se enroscar em mais um conflito me lembra que os EUA só ingressaram na Segunda Guerra Mundial depois de mais de dois anos do início das hostilidades. Foi preciso um acontecimento dramático, o ataque a Pearl Harbor, para mover e comover o Gigante do Norte.
Logo depois do final daquela guerra, soldados americanos esbarraram com o campo de concentração de Dachau, surpreendendo-se com o que encontraram. Impuseram à população alemã das redondezas o merecido castigo de enterrar os corpos acumulados naquele campo.
Foi uma lição memorável. Os alemães aprenderam que toda sua Nação, mesmo aqueles que não eram combatentes ou nazistas, era responsável pelo ocorria nos campos de extermínio. Muitos clamaram desconhecer as atrocidades, mas ainda que não tivessem sido informados, deveriam desconfiar e, de algum modo, agir.
A lição deveria ser aprendida por todos os homens e nações, mas não foi.
Hoje, sabemos que criancinhas morrem envenadas por bombas químicas na Síria, algo inaceitável. Contudo, muitos se escoram num pragmatismo perverso de não se envolver numa guerra que não lhes pertence. É justamente aí que mora o engano.
O massacre das crianças de Damasco é um crime contra a humanidadee não se pode tolerar sua repetição. Por isso, algo tem que ser feito, de preferência em conformidade com as regras do Direito Internacional. Caso contrário, no final dessa história teremos nossa própria pilha de pequenos cadáveres para enterrar.