Meses atrás, a PMDF lançou um edital para aquisição de materiais com recursos da Copa do Mundo. Nele constava capas de chuva. Alunos da UnB e a imprensa reclamaram que não chove em Brasília no mês de junho. O Comandante da PM veio defender a compra e foi exonerado.
Hoje foi o jogo de estreia da Copa em Brasília. Choveu.
E agora?
Vão renomear o comandante exonerado?
Calma, não me xinguem.
Perguntar não ofende.
sábado, 15 de junho de 2013
Vai que é sua, Haddad
Em São Paulo, o prefeito não gostou da ação da PM contra as manifestações da semana passada. Acha que houve muita violência. Mas, se problema é municipal, então, o prefeito que se vire. A PM poderia ficar nos quarteis e o prefeito que use sua própria guarda pretoriana.
A ideia é ótima mas tem uma fraqueza. É que na semana que vem tem jogo da Copa das Confederações e vagabundo que se preza não pode perder o futebol. Daí que há o risco dos protestos serem adiados por uma ou duas semanas.
Mas, se for assim, haverá oportunidade para que aquela meia dezena de manifestantes ontem ou anteontem protestaram contra a Copa do Mundo ponham o pé na avenida.
Seria bom finalmente conhecer sua pauta de reinvindicações.
Mas se mesmo aqueles contra a Copa do Mundo resolverem ver assistir ao futebol, então quem sabe a turma que anda de saia, promove beijaços gay, grita slogans pelo aborto e briga pelo direito de fumar maconha, quem sabe essa turma não aproveita e comparece na Paulista?
De qualquer forma, minha bola de cristal mostra que haverá encapuçados na rua vandalizando bancas de jornal e queimando ônibus.
Então, acho que não tem erro para o Prefeito de São Paulo. Pode botar sua guarda municipal na rua que vai ter trabalho para ela. Até ouço o Galvão Bueno narrando: "Vai que é sua, Haddad!"
A ideia é ótima mas tem uma fraqueza. É que na semana que vem tem jogo da Copa das Confederações e vagabundo que se preza não pode perder o futebol. Daí que há o risco dos protestos serem adiados por uma ou duas semanas.
Mas, se for assim, haverá oportunidade para que aquela meia dezena de manifestantes ontem ou anteontem protestaram contra a Copa do Mundo ponham o pé na avenida.
Seria bom finalmente conhecer sua pauta de reinvindicações.
Mas se mesmo aqueles contra a Copa do Mundo resolverem ver assistir ao futebol, então quem sabe a turma que anda de saia, promove beijaços gay, grita slogans pelo aborto e briga pelo direito de fumar maconha, quem sabe essa turma não aproveita e comparece na Paulista?
De qualquer forma, minha bola de cristal mostra que haverá encapuçados na rua vandalizando bancas de jornal e queimando ônibus.
Então, acho que não tem erro para o Prefeito de São Paulo. Pode botar sua guarda municipal na rua que vai ter trabalho para ela. Até ouço o Galvão Bueno narrando: "Vai que é sua, Haddad!"
Crime e castigo
Gosto muito do título de um dos livros de Dostoievski, o Crime e Castigo. Não o li, mas o wikipedia me contou que é sobre um ex-estudante de direito que mata duas mulheres, confessa seu crime à polícia, é condenado e cumpre sua pena.
A história se passa na Rússia, em meados do Século XIX, não se trata de um romance policial, mas de um drama psicológico com um fundo moral. Quem cometeu o crime foi castigado.
Cento e cinquenta anos depois, neste nosso Brasil do Século XXI, a história seria diferente daquela da Rússia dos czares. Aqui, sobram crimes e faltam castigos.
É assim há muito tempo, e tem piorado.
Em São Paulo, na semana passada, quem quebrou vidraças, incendiou ônibus e atirou pedras na polícia ficou impune.
Quando a polícia finalmente reagiu a altura, acabou machucando alguns jornalistas e a imprensa não gosta de apanhar de policiais. Logo, os jornais publicaram referências à ditadura militar.
No regime militar, os filhos da classe média apanharam dos militares. Pouco importa se os mais pobres se beneficiaram dos anos de crescimento econômico e de pleno emprego. Não interessa se o 31 de março livrou o Brasil de uma ditadura comunista. A classe média não gosta de apanhar de soldados da PM ou do Exército.
As manifestações de São Paulo têm nuance ideológica e diferentes motivações, que passeiam entre discursos anticapitalistas, passam pelo anarquismo e chegam até o vagabundismo pura e simples.
Ah, o que escreveria Dostoievski se vivesse nos nossos tempos? Acho que seria apenas crimes, mas sem castigo.
A história se passa na Rússia, em meados do Século XIX, não se trata de um romance policial, mas de um drama psicológico com um fundo moral. Quem cometeu o crime foi castigado.
Cento e cinquenta anos depois, neste nosso Brasil do Século XXI, a história seria diferente daquela da Rússia dos czares. Aqui, sobram crimes e faltam castigos.
É assim há muito tempo, e tem piorado.
Em São Paulo, na semana passada, quem quebrou vidraças, incendiou ônibus e atirou pedras na polícia ficou impune.
Quando a polícia finalmente reagiu a altura, acabou machucando alguns jornalistas e a imprensa não gosta de apanhar de policiais. Logo, os jornais publicaram referências à ditadura militar.
No regime militar, os filhos da classe média apanharam dos militares. Pouco importa se os mais pobres se beneficiaram dos anos de crescimento econômico e de pleno emprego. Não interessa se o 31 de março livrou o Brasil de uma ditadura comunista. A classe média não gosta de apanhar de soldados da PM ou do Exército.
As manifestações de São Paulo têm nuance ideológica e diferentes motivações, que passeiam entre discursos anticapitalistas, passam pelo anarquismo e chegam até o vagabundismo pura e simples.
Ah, o que escreveria Dostoievski se vivesse nos nossos tempos? Acho que seria apenas crimes, mas sem castigo.
Cabo de guerra
Quebra-quebra em São Paulo, no Rio e em Santos. A imprensa diz que são manifestações do descontentamento da população. O motivo seria o aumento abusivo nas passagens de ônibus. Mentira!
Não é nada disso! As causas são ideológicas, variando do anticapitalismo, passando pelo anarquismo e chegando ao vagabundismo pura e simples. Bem diferente de outras passeatas.
Setenta mil pessoas lotaram a esplanada dos Ministérios duas semanas atrás. Não quebraram vidraças, nem atiraram pedras na polícia ou picharam muros. Atrapalharam, sim, a vida do brasiliense, como todas as passeatas fazem por aqui. Quem é de Brasília sofre com o engarrafamento e a confusão que essas manifestações causam na nossa vida diária.
Os setenta mil se mobilizaram, deram seu recado na esplanada e, quando tudo acabou, foram embora sem danificar o patrimônio alheio. Foi uma manifestação sem traumas e também sem notícia no jornal.
Em São Paulo, dizem que chega a cinco mil o número de manifestantes. Quebraram vidros, picharam lojas, incendiaram ônibus, interromperam o trânsito. Vandalizaram por uma semana sem que a polícia interferisse com maior severidade. Daí, ficou claro que não estavam dispostos a negociar; quando suas lideranças se comprometiam em algum ponto com a polícia, não cumpriam o acordo.
Na quinta-feira, a situação se agravou. A polícia agiu com mais energia, prendeu algumas pessoas e cometeu um pecado. Seu gás lacrimogêneo e suas balas de borracha atingiram jornalistas e fotógrafos que cobriam a confusão.
A imprensa não gosta quando seus funcionários apanham da polícia. Agora, está mobilizada contra o governo de São Paulo. A próxima semana promete mais confusão, dessa vez contra a polícia militar. Veremos quem ganha esse cabo de guerra.
domingo, 26 de maio de 2013
Toilet paper
A notícia tragicômica da semana é a falta de papel higiênico na Venezuela.
Uma leitora bem humorada do Jornal de Brasília matou a charada. Depois do governo de Chavez, era de se esperar que faltasse papel no país vizinho.
As autoridades venezuelanas se apressaram a culpar o empresariado local pelo desabastecimento.
Sim, a culpa é toda desses capitalistas selvagens e anti-revolucionários; uma trama macabra para provocar um golpe militar contra o socialismo bolivariano.
Depois dessa, a notícia ficou mais cômica do que trágica.
sábado, 20 de abril de 2013
As tragédias do bom mocismo
Os bom mocismo politicamente correto se esquece das vítimas e reclama quando os culpados são castigados. Isso é estratégia para bagunçar a sociedade e tomar o poder. Parece paradoxal, mas não é. Os intelectuais odeiam a autoridade quando exercida por seus adversários, mas se calam diante do autoritarismo de seus companheiros e camaradas. Foi assim cem anos atrás na Rússia e continuou sendo por todo o século XX.
Ingressamos no Século XXI com os milhares de mortos das torres gêmeas e com as centenas de crianças trucidadas em Beslau, o ataque mais monstruoso de todos. Stalin teria dito que a morte um homem é uma tragédia; a de milhões, mera estatística. O ditador estava certo. Neste mundo de bits e bytes, somos amigos dos números e esquecemos rapidamente do valor de cada vida. Deixar os assassinos impunes é castigar ainda mais as suas vítimas.
Ingressamos no Século XXI com os milhares de mortos das torres gêmeas e com as centenas de crianças trucidadas em Beslau, o ataque mais monstruoso de todos. Stalin teria dito que a morte um homem é uma tragédia; a de milhões, mera estatística. O ditador estava certo. Neste mundo de bits e bytes, somos amigos dos números e esquecemos rapidamente do valor de cada vida. Deixar os assassinos impunes é castigar ainda mais as suas vítimas.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Desarmamento
Saiu na coluna da Mônica Bérgamo, na Folha de São Paulo de hoje, que a quantidade de armas legalmente vendidas no Brasil em 2012 foi de pouco mais de 80 mil unidades. Esse número representa a metade do que foi comercializado dois anos atrás.
Os números impressionam. Na Paraíba, menos de 100 armas foram vendidas.
Mesmo assim, segundo dados recentemente publicados num artigo em O Globo, anualmente 35 mil homicídios são cometidos no Brasil com armas de fogo.
Isso mostra que as restrições para se adquirir uma arma atingem principalmente os cidadãos honestos.
A campanha do desarmamento tirou o direito do cidadão em defender sua vida e de sua família, mas não reduziu o número de mortes.
Pergunto, quem é o mais prejudicado nisso tudo?
Resposta: todos nós que seguimos a lei e nos sujeitamos aos ditames do politicamente correto.
Os números impressionam. Na Paraíba, menos de 100 armas foram vendidas.
Mesmo assim, segundo dados recentemente publicados num artigo em O Globo, anualmente 35 mil homicídios são cometidos no Brasil com armas de fogo.
Isso mostra que as restrições para se adquirir uma arma atingem principalmente os cidadãos honestos.
A campanha do desarmamento tirou o direito do cidadão em defender sua vida e de sua família, mas não reduziu o número de mortes.
Pergunto, quem é o mais prejudicado nisso tudo?
Resposta: todos nós que seguimos a lei e nos sujeitamos aos ditames do politicamente correto.
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