O jogo acabou há umas três horas e só agora consegui colocar o laptop na tomada e me conectar no meu Blog. É um tanto trabalhoso, mas vale à pena. Não é sempre que o Mengão ganha do Galo por quatro a um. Então, vamos à descrição do jogo.
Para suprir a ausência de Botinelli e de Williams, Luxemburgo colocou Luiz Antônio e Ronaldo Angelim. No primeiro tempo, Angelim, Wellington e David Braz deram conta do recado. Com isso, Júnior César revelou-se um lateral esquerdo superior a todos os outros que passaram na Gávea nos últimos anos.
Do outro lado do gramado, Leo Moura partia da direita e afunilava pelo meio, revezando-se com o jovem Luiz Antônio, que caia pelos costados do campo. Ronaldinho chamava o jogo para si e errava menos que nas outras partidas, mas ainda não mostrava seus lampejos de craque.
Na frente, Vanderley corria muito e chegou a criar uma ou duas boas jogadas. Renato, sempre útil, avançava e ainda encontrava pernas para ajudar na defesa. Thiago Neves, o pior do time, cavava faltas que o juiz insistiu em ignorar. Acabou levando um cartão amarelo por reclamação e só então se acalmou.
Os primeiros quarenta e cinco minutos foram mornos, com as equipes correndo muito mas criando pouco.
Veio o segundo tempo e a partida pegou fogo. Dorival Júnior mexeu no Atlético colocando o Neto Berola. Na correria do galo, não demorou para Luiz Antônio cometer uma falta desnecessária na altura da intermediária. Na cobrança, Dudu Cearense, livre, desviou de cabeça. Um a zero para o Galo. Falha de David Braz que deixou livre o jogador do Atlético.
Nervoso, David foi errando seguidamente. O Flamengo perdia e passava sufoco. Foi, então, que Luxemburgo tratou de trabalhar, mexendo no time e alterando os rumos da partida.
Saíram David Braz e Vanderlei para a entrada de Negueba e Deivid. Não demorou e Ronaldinho acertou um belo chute no ângulo. Era o empate.
Os atleticanos sentiram o baque. O Flamengo passou a dominar o jogo. Ronaldinho passou a mostrar sua genialidade. Dois, três marcadores à sua frente e o R10 colocava a bola onde queria. Logo, Thiago Neves marcou mais um para o Mengão. Foi então que o Galo se perdeu de vez.
O Mengão passou a dominar o jogo completamente. Negueba deu novo ânimo ao time, embora perdesse algumas bolas. O time passou a jogar muito bem e Deivid marcou mais dois gols.
Fim de jogo. Os comentaristas sequer o elogioram, mas a vitória pode ser creditada ao gênio de Vanderlei Luxemburgo, que mudou o Flamengo e alterou o rumo da partida.
sábado, 25 de junho de 2011
O sapo da sopa
Hoje, ao ler o texto do Blog do Alon Feuerwerker, lembrei de um artigo do Denis Lerrer Rosenfield, publicado na Revista Veja de 18 de maio último. O filósofo foi certeiro, poucos brasileiros se dão conta da crescente restrição de sua liberdade. É como a história do sapo vivo que vai cozinhando aos poucos na panela.
A lei do politicamente correto agrega mais e mais artigos. Nessa matéria, os legisladores não são eleitos pelo voto, mas pelos interesses dos grupos que gritam mais alto.
Agora é errado ter empregada doméstica, beber uma taça de vinho e dirigir, fumar em qualquer recinto. Por outro lado, é certo que a mulher aborte, que se dê asilo ao terrorista, que se marche pela liberação da maconha.
Junte uma norma aqui, outra ali no fogo brando e pronto, eis o grosso caldo da cultura que cozinhará nosso pensamento. Somos o sapo da sopa.
Desmatar é pecado? O agronegócio é culpado dos males do Brasil? Não sei como, se aproveitamos apenas 6% de nosso território para plantar enquanto os húngaros usam 65%, os alemães 50% e os poloneses incríveis 80%.
A maioria dos brasileiros tem a cultura rasa. Esses são leitores de slogans, sabem apenas o trivial, o que está mais evidente nas manchetes dos jornais e telejornais. Não se aprofundam e aceitam a opinião alheia sem muita conversa. Eles me lembram as ovelhas da fazenda da Revolução dos Bichos.
O pior é que todos nos tornaremos ovelhas.
Béééééé....
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Vigilantes de banco
País curioso o nosso.
Nos anos 70, os filhos das classes média e alta eram lutadores da liberdade, membros de grupos de esqueda que assaltavam bancos para expropriar a burguesia. Nas suas ações, esses lutadores matavam os que se colocassem à sua frente. Dentre os mortos havia muitos vigilantes de bancos.
Os guerrilheiros justificavam-se dizendo que os vigilantes eram agentes da burguesia, inimigos do povo que mereciam morrer.
O fato é que os vigilantes eram pobres. Podiam ser filhos de lavadeiras, pais de família, com muitos filhos para criar. Era gente que trabalhava para viver.
No trabalho, muitos vigilantes perderam a vida pelos tiros disparados pelos guerrilheiros.
Os guerrilheiros foram capturados ou mortos. Dizem que muitos foram torturados. Anos depois, eles ou suas famílias foram recompensados com pensões do governo.
Já os vigilantes que morreram pelas armas dos guerrilheiros, deixaram as famílias desamparadas. Eles não mereceram pensões ou compensações. Ninguém se importa muito com eles.
Imagino que nas famílias dos guerrilheiros, as crianças foram alimentadas e bem educadas. Tiveram mais chance de sucesso na vida que os filhos dos vigilantes mortos.
Os filhos pobres dos vigilantes assassinados certamente passaram necessidade. Alguns deles, ou seus descendentes, podem estar encarcerados nas prisões, torturados ou mortos.
Como os vigilantes de banco, esses presos também são vítimas sem pedigree.
Com os anos, muitos lutadores da liberdade de ontem, hoje dirigem nosso país. Eles não nos deixam esquecer de suas feridas. Gostaria que eles também se lembrassem dos vigilantes que tombaram com seus tiros.
Afinal, sua ideologia não insiste em nos convencer que todos somos iguais?
Nos anos 70, os filhos das classes média e alta eram lutadores da liberdade, membros de grupos de esqueda que assaltavam bancos para expropriar a burguesia. Nas suas ações, esses lutadores matavam os que se colocassem à sua frente. Dentre os mortos havia muitos vigilantes de bancos.
Os guerrilheiros justificavam-se dizendo que os vigilantes eram agentes da burguesia, inimigos do povo que mereciam morrer.
O fato é que os vigilantes eram pobres. Podiam ser filhos de lavadeiras, pais de família, com muitos filhos para criar. Era gente que trabalhava para viver.
No trabalho, muitos vigilantes perderam a vida pelos tiros disparados pelos guerrilheiros.
Os guerrilheiros foram capturados ou mortos. Dizem que muitos foram torturados. Anos depois, eles ou suas famílias foram recompensados com pensões do governo.
Já os vigilantes que morreram pelas armas dos guerrilheiros, deixaram as famílias desamparadas. Eles não mereceram pensões ou compensações. Ninguém se importa muito com eles.
Imagino que nas famílias dos guerrilheiros, as crianças foram alimentadas e bem educadas. Tiveram mais chance de sucesso na vida que os filhos dos vigilantes mortos.
Os filhos pobres dos vigilantes assassinados certamente passaram necessidade. Alguns deles, ou seus descendentes, podem estar encarcerados nas prisões, torturados ou mortos.
Como os vigilantes de banco, esses presos também são vítimas sem pedigree.
Com os anos, muitos lutadores da liberdade de ontem, hoje dirigem nosso país. Eles não nos deixam esquecer de suas feridas. Gostaria que eles também se lembrassem dos vigilantes que tombaram com seus tiros.
Afinal, sua ideologia não insiste em nos convencer que todos somos iguais?
Paradas gay
O deputado Jair Bolsonaro afirma, em seu site, que o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) apresentou uma emenda parlamentar ao orçamento destinando R$ 11 milhões de dinheiro público para financiar paradas gay.
(http://familiabolsonaro.blogspot.com/2011/05/bolsonaro-sofre-heterofobia-de-senadora.html)
Vale lembrar que o orçamento do Centro Tecnológico do Exército é de R$ 20 milhões este ano. (http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/com+apenas+r+20+mi+anuais+professores+pardais+criam+exercito+do+futuro/n1596945073362.html)
Ou seja, pesquisa e desenvolvimento para defesa vale duas paradas gay.
O Governador Sérgio Cabral incentivou policiais e bombeiros militares a comparecerem à parada gay, bastando, para isso, que pedissem autorização a seus superiores. A notícia está em http://www.dihitt.com.br/n/internet/2011/05/20/sergio-cabral-libera-pms-e-bombeiros-irem-fardados-a-parada-gay.
Ir fardado a uma parada gay é uma atitude de muito pouco respeito aos valores militares.
Coincidência, ou não, poucos dias depois dessa liberação do governador, centenas de bombeiros militares invadiram o quartel central da corporação, numa ação que se configurou como um crime militar.
Portanto, há apoio político e financeiro de sobra para as paradas gay. Esse apoio que para uns é um sinal de tolerância, acaba tendo outras repercussões, algumas bastante sérias e perigosas.
(http://familiabolsonaro.blogspot.com/2011/05/bolsonaro-sofre-heterofobia-de-senadora.html)
Vale lembrar que o orçamento do Centro Tecnológico do Exército é de R$ 20 milhões este ano. (http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/com+apenas+r+20+mi+anuais+professores+pardais+criam+exercito+do+futuro/n1596945073362.html)
Ou seja, pesquisa e desenvolvimento para defesa vale duas paradas gay.
O Governador Sérgio Cabral incentivou policiais e bombeiros militares a comparecerem à parada gay, bastando, para isso, que pedissem autorização a seus superiores. A notícia está em http://www.dihitt.com.br/n/internet/2011/05/20/sergio-cabral-libera-pms-e-bombeiros-irem-fardados-a-parada-gay.
Ir fardado a uma parada gay é uma atitude de muito pouco respeito aos valores militares.
Coincidência, ou não, poucos dias depois dessa liberação do governador, centenas de bombeiros militares invadiram o quartel central da corporação, numa ação que se configurou como um crime militar.
Portanto, há apoio político e financeiro de sobra para as paradas gay. Esse apoio que para uns é um sinal de tolerância, acaba tendo outras repercussões, algumas bastante sérias e perigosas.
domingo, 19 de junho de 2011
Papagaio do peito roxo
No final de maio, a imprensa noticiou que o IBAMA havia cancelado a licença para a duplicação da rodovia Régis Bittencourt. O trecho que falta duplicar é pequeno, mas muito perigoso. Ali, num período de cinco meses contados do início deste ano, houve 220 acidentes, com onze mortos. O motivo para o cancelamento da licença é que o local, conhecido como Serra do Cafezal, é área de proteção do papagaio-do-peito-roxo.
Devido ao cancelamento, a concessionária terá de refazer todo o projeto, o que provocará um atraso de, pelo menos, dois anos para a duplicação da rodovia.
A notícia está em http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/05/ibama-cancela-licenca-para-duplicacao-da-regis-bittencourt.html.
O papagaio do peito roxo é um bichinho muito bonitinho, que se encontra em ameaça de extinção devido à caça predatória e à destruição de seu habitat.
O papagaio pode ser muito encantador, mas acho que ele não vale a vida de tanta gente.
É um dilema moral. Vale a pena prejudicar ainda mais uma espécie, pondendo causar até a sua extinção, ou é mais certo evitar outras mortes na rodovia?
Afinal, o que vale mais, a vida do papagaio ou a vida dos seres humanos?
Na verdade, a questão é outra. É possível evitar a morte das pessoas e poupar a vida dos papagaios?
Se for possível, ótimo, salvaremos os dois. Agora, se não for possível, então minha opinião é que nenhum bicho ou árvore vale mais do que a vida do homem.
Devido ao cancelamento, a concessionária terá de refazer todo o projeto, o que provocará um atraso de, pelo menos, dois anos para a duplicação da rodovia.
A notícia está em http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/05/ibama-cancela-licenca-para-duplicacao-da-regis-bittencourt.html.
O papagaio do peito roxo é um bichinho muito bonitinho, que se encontra em ameaça de extinção devido à caça predatória e à destruição de seu habitat.
O papagaio pode ser muito encantador, mas acho que ele não vale a vida de tanta gente.
É um dilema moral. Vale a pena prejudicar ainda mais uma espécie, pondendo causar até a sua extinção, ou é mais certo evitar outras mortes na rodovia?
Afinal, o que vale mais, a vida do papagaio ou a vida dos seres humanos?
Na verdade, a questão é outra. É possível evitar a morte das pessoas e poupar a vida dos papagaios?
Se for possível, ótimo, salvaremos os dois. Agora, se não for possível, então minha opinião é que nenhum bicho ou árvore vale mais do que a vida do homem.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
A LUTA CONTINUA!!!
Bato na mesma tecla. Já repararam como as ONGs pararam de encher o saco sobre alimentos transgênicos?
Quem se dispuser a pesquisar as publicações de cinco, dez anos atrás, inúmeras críticas aos organismos geneticamente modificados.
Os campeões das críticas? As ONG, é claro.
A frase mais costumeira é que não havia estudos definitivos que comprovassem que os transgênicos eram absolutamente seguros.
Ah, bom.
Daí, as críticas foram sumindo, sumindo. O que aconteceu? Será que conseguiram os tais estudos comprovando a certeza mais que absoluta da segurança dos transgênicos?
Não, amigos, não foi isso. O que aconteceu foi China e Índia, que cresceram muito e tornaram um monte de chineses e indianos um pouquinho mais ricos. Então, quem comia só um pouquinho, agora come um bocadinho a mais. Esse bocadinho multiplicado por alguns bilhões de pessoas deu uma tremenda demanda por alimentos.
Ao mesmo tempo, veio a crise na Europa e agora tem loirinho de olho azul pagando caro pela comida.
Tem mais. Comida transgênica também enche a barriga.
O resultado dessa equação é que as matrizes deram sua ordem às suas seções no Brasil: "parem de encher o saco sobre transgênicos".
Viram como a coisa funciona?
Agora, o assunto é Amazônia, Belo Monte, código florestal...
A LUTA CONTINUA!!!
Quem se dispuser a pesquisar as publicações de cinco, dez anos atrás, inúmeras críticas aos organismos geneticamente modificados.
Os campeões das críticas? As ONG, é claro.
A frase mais costumeira é que não havia estudos definitivos que comprovassem que os transgênicos eram absolutamente seguros.
Ah, bom.
Daí, as críticas foram sumindo, sumindo. O que aconteceu? Será que conseguiram os tais estudos comprovando a certeza mais que absoluta da segurança dos transgênicos?
Não, amigos, não foi isso. O que aconteceu foi China e Índia, que cresceram muito e tornaram um monte de chineses e indianos um pouquinho mais ricos. Então, quem comia só um pouquinho, agora come um bocadinho a mais. Esse bocadinho multiplicado por alguns bilhões de pessoas deu uma tremenda demanda por alimentos.
Ao mesmo tempo, veio a crise na Europa e agora tem loirinho de olho azul pagando caro pela comida.
Tem mais. Comida transgênica também enche a barriga.
O resultado dessa equação é que as matrizes deram sua ordem às suas seções no Brasil: "parem de encher o saco sobre transgênicos".
Viram como a coisa funciona?
Agora, o assunto é Amazônia, Belo Monte, código florestal...
A LUTA CONTINUA!!!
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Empregada doméstica
O texto de hoje do Blog do Sakamoto é mais um que tenta incutir culpas e mais culpas na classe média. O que se quer é nos entupir de mais e mais obrigações. Ele trata de empregadas domésticas e está em http://blogdosakamoto.uol.com.br/2011/06/15/domesticas-a-sinha-e-o-quarto-de-empregada/comment-page-1/#comment-80726
Ora, para quem ganha pouco, é difícil manter uma empregada doméstica. Mais difícil ainda é encontrar uma que se disponha a dormir no trabalho. Quem tem o mês maior que o salário, vai se virando. Quem não pode pagar uma empregada doméstica, paga a diarista.
O fato é que a vida real é bem diferente do retrato de senzala que o blogueiro insiste em nos doutrinar.
Na maioria das famílias, o homem e a mulher têm que trabalhar, os filhos vão para a escola e todos passam horas e horas engarrafados no trânsito. Em casa, tem roupa para lavar, comida para fazer, quartos para arrumar. O blogueiro acha lindo que se faça tudo isso depois de um dia duro de trabalho.
Felizmente, lá em casa conseguimos contratar uma empregada. Eu cumpro a lei, pago o salário religiosamente em dia, recolho as contribuições, pago os impostos. Não faço mais porque não posso.Não nego também que faço tudo direitinho porque tenho medo da Justiça do Trabalho. Só um hipócrita negaria esse receio de ser processado. Por isso, além de pagar tudo religiosamente, me preocupo em manter todos os registros em dia.
Pelo texto do Sakamoto, entretanto, eu faço pouco, sou um explorador do trabalho alheio. Só falta me chamar de feitor.
Haja paciência! Tem gente que é alienada e está pouco se lixando para a classe média.
O emprego doméstico não é vergonha para ninguém. A empregada ou diarista existe porque o serviço dela é indispensável. Para muita gente, é com o dinheiro desse trabalho que se sustenta a família, que se bota comida na mesa e se educa os filhos.
Vergonha mesmo é não trabalhar e viver da esmola do governo.
Para finalizar, estou de saco cheio dessa gente politicamente correta que fica ditando normas de conduta. Esse pessoal deveria respeitar mais os outros antes de ficar reclamando que não é respeitado.
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