domingo, 15 de maio de 2011

Use seu Blog como uma arma

A queda do muro de Berlim não significou o fim da ideologia comunista. A ideia de uma sociedade sem classes é muito bonita, muito generosa, mas impraticável. É uma utopia. Mesmo assim, muitos lutam pela sua implantação; e se não puderem implantá-la a ferro e fogo, como antes, eles a consolidarão a partir de novos dogmas, diligentemente introduzidos em nossa Sociedade.

Pior, é que os grupos se confundem. Há ONGs financiadas por governos europeus que adotam estratégias semelhantes.

Nessa estratégia, o objetivo é a consolidação do poder. Um dos passos mais importantes é a mudança de valores e atitudes da Sociedade. A cada passo percorrido, maior o cerceamento da nossa liberdade.

Eu tenho a aspiração de um Brasil forte e desenvolvido. Nosso país não chegará a esse ponto com uma multidão de mendigos e catadores de lixo. Quando vejo as crianças mais pobres, imagino-as como futuros médicos e engenheiros, quero-as assim. O único caminho possível é a educação massificada e de qualidade.

Nesse sentido, é revoltante a adoção pelo MEC de um livro que ensina a escrever errado, para ser adotado nas escolas públicas deste país. Essa iniciativa é claramente movida a ideologia e serve apenas para retardar ou mesmo impedir o desenvolvimento de nossa população.

É preciso combater os que trabalham contra o nosso povo.

Felizmente, há novas frentes de combate. Não dependemos mais do acesso à imprensa escrita para manifestar nossas opiniões. A internet trouxe os blogs e eles são cada vez mais lidos. Melhor que isso, é participar com os comentários. Então, quem quiser mudar o Brasil para o bem, tem que ir à guerra. Requer coragem, mas não é tão difícil.

Basta usar o teclado.

sábado, 14 de maio de 2011

Não torne seu blog uma arma!

Essa história do metrô de Higienópolis tem rendido textos e mais textos de blogueiros dos mais sortidos.

Não sou de São Paulo e nem sei onde fica Higienópolis. Pelos blogs e mais blogs que li, imaginei um bairro murado, de burgueses endinheirados e egoístas, daqueles que não gostam de pobre e têm pavor de serem assaltados nos engarrafamentos.

Claro que não é nada disso, mas houve blogueiros que atiçaram o fogo com querosene.

Numa segunda leitura, em blog de gente mais séria, fui informado que se tratava de uma ação de moradores ricos e influentes do bairro que não queriam ser incomodados com a obra do metrô. O erro seria o governo dobrar-se à pressão desse pessoal.

Dai, eu mesmo me indignei e escrevi contra a administração pública que atende os interesses de um grupo poderoso e prejudica os mais fracos.

Mas o assunto rendeu mais e mais textos. Agora, parece que todas as alternativas acima estão erradas.

Nossos campeões da ecologia e dos direitos humanos teriam pego uma matéria, juntado-a com outra, batido num liquidificador e usado uma peneira para separar o que convinha daquilo que não lhes interessava.

Uma vitamina de mentiras para alimentar os incautos!

Dizem que o peixe morre pela boca. Eu digo que os blogueiros morrem pelos textos. Nessa matriz de fatos e versões, há quem esqueça que tudo fica gravado, acessível a quem procura. E quem procura, acha.

Não dá mais para apagar os inimigos de hoje da foto de ontem. Também não vale mais repetir mil mentiras para torná-las verdade.

Blogueiro, não torne seu blog uma arma! A vítima pode ser você.

É duro

É duro. Por anos a fio, fechou-se os olhos para o que acontecia no ensino. O resultado é que a Pedagogia, hoje, é uma amplificação dos Diretórios Acadêmicos pelo Brasil afora; um feudo impenetrável de doutos pensadores do pensamento único.

E, no pensamento único, não há obstáculos para quem queira estender qualquer ideia que agrade aos chefes.

Nossos líderes querem um povo agradecido e submisso aos ditos avanços sociais. Então, porque não valorizar a linguagem popular? Porque não falar populacho?

Então, algumas pedagogas quiseram agradar os chefes e foram além. Escreveram um livro didático ensinando que também é certo falar errado.
 

Nossos líderes concordaram e mandaram a gurizada da escola pública estudar a nova lição. E, para completar, deixaram bem claro que o vestibular continuará cobrando apenas o certo.

Que bom! O menino pobre aprenderá na escola pública que é certo escrever errado. Contudo, anos depois, quando fizer vestibular, só acertará se escrever o certo.

No Brasil, as escolas públicas adotam um livro didático que ensina a errar.

Deixaram as feras soltas e agora elas nos mordem.
É duro.

Quem quiser saber melhor do que se trata, é só acessar http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/livro-didatico-faz-a-apologia-do-erro-exponho-a-essencia-da-picaretagem-teorica-e-da-malvadeza-dessa-gente/#comment-1583951

PS. Sem maldade. Já sei qual foi o livro que nosso ex-e-futuro-líder estudou quando aprendeu português na escola.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Código Florestal

Hoje, o Blog do Alon tratou da acirrada disputa no congresso em torno da reforma do Código Floretal. Tecerei algumas considerações a respeito desse assunto.

O Estado de São Paulo de hoje publicou uma notícia informando que a reforma do Código Florestal beneficiaria 90% dos produtores rurais. Pela matéria publicada, cerca de três em quatro imóveis rurais no Brasil poderiam ser consideradas como pequenas propriedades.

Os brasileiros que vivem no campo atingem uma cifra em torno dos 15% da população total do país. Em termos econômicos, o agronegócio responde por um terço do PIB brasileiro. Já a produção de alimentos, fora do agronegócio, também responde por parcela expressiva da produção de riquezas no Brasil.

Outro fato é que a grande maioria dos municípios brasileiros depende da arrecadação auferida pelo setor primário.

Somando-se esses fatores, e outros não apontados, chega-se à conta do peso político dos brasileiros que vivem no Campo. A acirrada disputa no Congresso mostra que não se pode ignorar a importância desses brasileiros.

E, ao que tudo indica, eles desejam a reforma do Código Florestal.


Novo Código Florestal

Em seu Blog, o Paulo Moreira Leite publicou um interessante comentário sobre o Código Florestal, posicionando-se a favor do desenvolvimento do Brasil.

Eu também acho que o Brasil precisa desenvolver-se e proteger o meio ambiente, objetivos que parecem tão dissociados entre si,

Afinal, é possível desenvolver-se sem agredir ao meio ambiente? Minha resposta é que não. Qualquer atividade humana, desde a mais simples à mais complexa, causa impactos à natureza.

Então, a discussão tem que ocorrer em outra plataforma; temos que discutir qual o grau de impacto que se pode admitir.

A título de exemplo, falarei um pouco dos recursos florestais da Amazônia.
É verdade que as obras de infraestrutura, como estradas e hidrelétricas provocam malefícios à natureza, mas também é verdade que elas beneficiam a população local e, a longo prazo, oferecem alternativas econômicas à exploração descontrolada dos recursos florestais.

A alternativa dogmática de não se permitir qualquer obra de grande porte na Amazônia é muito mais prejudicial do que parece.

O ambiente amazônico oferece grande dificuldade para a ação fiscalizadora do Estado. Há um claro problema de desmatamento na região.

Mesmo considerando as possibilidades do monitoramento por sensores satelitais e as maravilhas da tecnologia de informações e comunicações, nada disso substitui a presença humana, a ação fiscalizadora e policial, tanto no local do desmatamento, como na determinação dos outros componentes da cadeia que se beneficia da ação criminosa.

Em resumo, é preciso gente para o trabalho de inteligência e para a ação fiscalizadora ou policial e não é novidade que o Estado apresenta deficiências na qualidade e quantidade de seus recursos humanos.Então, concluo que é limitada a capacidade estatal em reprimir todos os crimes e contravenções.

Chego ao ponto, então, de ligar-me ao Novo Código Florestal. O atual código apresenta aspectos muito mais rígidos que a proposta em discussão no Congresso Nacional. Como se pode inferir, essas normas não impediram o desmatamento ilegal, por um motivo simples, a falta de capacidade repressiva do Estado.

Já trabalhei em fiscalização e aprendi uma lição. Quando se quer que alguém aja dentro da Lei deve-se fazer que seja mais fácil cumprir a Lei e mais difícil descumpri-la.

Abre-se a torneira da legalidade e fecha-se a da ilegalidade. Simples assim.
Parece que essa é a ideia do código em discussão no Congresso.

Metrô de Higienópolis

Nos últimos dias, tem sido noticiada um polêmico abaixo-assinado de de moradores de Higienópolis, em São Paulo, que se manifestaram contra a construção de uma estação de metrô naquele bairro.

O Sakamoto tratou essa notícia falando da luta de São Paulo contra um burgo murado. Ou seja, aproveitou-se do assunto para alimentar as velhas discussões da exploração dos pobres pelos burgueses ricos e insensíveis. Já o Paulo Moreira Leita foi bem mais racional em seu comentário.

Para início de conversa, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.  
 
A discussão não é mesmo sobre ricos contra pobres, mas da influência do poder econômico sobre as decisões governamentais; é sobre o Governo dobrar-se à pressão de um grupo influente.

Faço, então, um paralelo com Belo Monte. Ali, defendo a construção da hidrelétrica, mesmo sabendo que ela causará prejuízos à população local. Defendo a obra porque sei que haverá muito e muito mais beneficiados do que prejudicados com a sua construção.

Esse é o princípio de que o sacrifício de alguns valem pelo benefício de muitos. Aplico o mesmo princípio a Higienópolis, que nem sei onde fica, e ao Lago Norte, daqui de Brasília, que conheço muito bem.

Alguns moradores do Lago Norte não querem a construção de mais uma ponte ligando a península a um dos eixos rodoviários da cidade. Essa ponte facilitaria a vida de muita gente de bairros mais afastados, mas a turma do Lago alega problemas de segurança, ruído dos carros, estresse nos passarinhos e sei lá mais o que.

Para mim, o Governo tem que pensar no bem da coletividade; tem que lutar pelo que for melhor para todos, ricos e pobres.

Isso tem que valer para Belo Monte, Lago Norte, Higienópolis, Morumbi, Avenida Atlântica, Favela da Maré e todo e qualquer lugar no nosso país. 

Quer saber? Tomara que construam a estação de Higienópolis.

PS: Preciso escolher um bairro para fixar a residência do Asqueroso. De preferência, um lugar bem barulhento e empoeirado. Pode ser em frente a uma obra do metrô. Por favor, me ajudem.

Uma fralda

Vi uma fralda suja no estacionamento.

Eu voltava do almoço, caminhando, e vi uma fralda suja, de criança, jogada no chão, perto do meio fio de um estacionamento no complexo administrativo onde trabalho.

O blogueiro Sakamoto poderá inferir que, como não disse qual era a marca da fralda, se tratava de uma fralda barata, jogada no chão pelos pais pobres da criança, que não tiveram acesso a materiais de melhor qualidade, vivem com dificuldade e não quiseram empestear seu carro com as fezes. Isso não seria justo! O carro é único patrimônio de uma família pobre, foi pago em centenas e centenas de prestações. 

Os burgueses, esses sim, merecem a fralda jogada no canto. As fezes embaladas na fralda são um castigo pequeno perto da aberração do trabalho escravo. Logo os leitores deste Blog seriam brindados com mais uma crônica a respeito da insensibilidade das elites, dessa vez com fraldas de criança pequena.

Eu já adivinho que o Asqueroso, por sua vez, lerá o texto do blogueiro e dirá que ele tem complexo de adolescente. Recitará Sócrates em grego, francês e alemão e, numa lógica confusa, perguntará que espécie de coronel é esse que não recolheu a fralda e não a jogou no lixo. Atacará minha hipocrisia por ter visto o errado e não ter mexido uma palha para corrigí-lo. E ele terá sua razão.

Então, já lhes respondo que não sei qual era a marca da fralda e não sei quem a jogou. Não vi latas de lixo onde pudesse jogar a fralda, mesmo assim, não a pegaria por um motivo simples: tive nojo! 
  
A polêmica fralda serve apenas de degrau para comentar sobre o poder da comunicação má intencionada. É prática comum na imprensa e nos blogs pegar os fatos e apertá-los de um lado e de outro para que caibam numa caixa, a caixa ideológica! Nessa caixa, os acontecimentos se resumem ao aspecto que interessar ao objetivo final, convencer os outros de suas opiniões e, se puder, convertê-los aos seus dogmas.

Reparem que eu não peguei a fralda, mas, nesse texto, eu a apertei e a amoldei aos meus próprios interesses. Foi um bom exercício de retórica para que todos procurem a verdade por trás dos fatos; e não o que se quer lhes impor. 
 
Uma fralda é apenas uma fralda. Jogá-la no estacionamento foi obra de gente mal educada e este texto tem a melhor das intenções. Mesmo assim, cuidado! O inferno está cheio de gente bem intencionada.