O Dr Leonardo Sakamoto mantém um blog em que expõe suas ideias em defesa do meio ambiente e dos direitos humanos. Muitos admiram suas posições contra a exploração da Amazônia e o trabalho escravo. Contudo, ele também manifesta-se contra os ideais de patriotismo que, segundo ele, são nocivos à gente brasileira.
Particularmente nesse último aspecto, digo que é bom ter seus amigos por perto e seus adversários mais perto ainda. Por isso, eu acompanho esse blog e leio os comentários dos outros leitores. Um deles, que se nominou "Joe Brail", apontou para o relatório"Farms here forests there", disponível em http://adpartners.org/pdf/ADP_Report_052410a.pdf.
É bom ler esse relatório, para ampliar o conhecimento das engrenagens do mundo.
O Joe Brasil finalizou suas observações do seguinte modo: "Não é por falta de informação que alguns se posicionam contra o Brasil, contra o desenvolvimento da amazônia, contra o povoamento por brasileiros, contra a colonização, abertura de estradas, contra a fronteira agrícola (veja o link acima) é por má fé mesmo, por falta de patriotismo, são verdadeiros cavalos-de-tróia e quinta-colunas, sugiro que vão embora do Brasil por que não é a sua pátria."
Eu elaborei um comentário a respeito desse assunto:
" Excelente intervenção, Joe Brasil. Baixei o arquivo do relatório, que foi patrocinado por duas associações norte-americanas:
- o National Farmers Union; e
- o Avoided Deforestation Partners.
Parece que essas duas ONG têm pelo menos alguma influência política no governo dos EUA.É legítimo que eles defendam seus interesses; não é legítimo que, para isso, eles sabotem os interesses dos outros.
A subserviência aos interesses alheios se manifesta nas opiniões de uns e outros, em termos como “patriotismo patológico”, etc.
Os norte-americanos conquistaram e detêm boa parcela do poder mundial porque, mais do que os outros, defendem seus interesses, embalados em forte apelo patriótico. Nesse sentido, é ilustrativo o exemplo que você citou da cerveja bud-light.
Recentemente, um pequeno grupo de indígenas foi à Inglaterra protestar contra as hidrelétricas brasileiras. A notícia foi veiculada em vários sítes, um deles é o http://www.rondoniaovivo.com/noticias/indios-da-amazonia-vem-a-londres-para-impedir-hidreletricas-que-destruirao-seus-povos/72514
“Três indígenas da Amazônia protestaram nesta quarta-feira (02), em Londres, contra as hidrelétricas que, conforme eles, ameaçam as terras e as vidas de mulheres de indígenas
Participam da manifestação Ruth Buendia Mestoquiari, índia ashaninka do Peru, Sheyla Juruna, índia juruna da região do Xingu, e Almir Suruí, do povo suruí de Rondônia no Brasil. Os três foram apoiados pela Survival International, ONG britânica.
Os indígenas fizeram o protesto em frente ao escritório Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), que está fornecendo parte do financiamento para as represas.”
Eu tenho certeza que, a exemplo das organizações norte-americanas, as ONG europeias defendem os interesses dos europeus.
O pior é que essas ONG europeias possuem escritórios em vários países, que atuam conforme as ordens das matrizes. Isso é compreensível, já que os dirigentes dessas filiais recebem salário para isso.
É importante que os leitores do Dr Sakamoto reflitam sobre essa situação, que se repete em vários outros países.
O livro “Globotomía”, de Aramis Latchinian, ex-ministro do meio ambiente do Uruguai, expõe esse fato de modo contundente.
Por fim, Joe Brasil, meus parabéns pelos seus comentários."
domingo, 20 de março de 2011
Interoperabilidade e o princípio da eficiência
Conforme Rover e Ramos Júnior (2005), a primeira versão da Constituição Federal de 1988 não contemplava a eficiência dentre os princípios a serem obedecidos pela administração pública. Somente dez anos depois, a Emenda Constitucional 19 adicionou esse princípio, havendo, contudo, críticas de doutrinadores que entendiam que a positivação da eficiência como norma constitucional implicaria na violação de princípios que regem a ordem jurídica nacional.
A introdução do Princípio da Eficiência no Art 37 da Constituição Federal atendeu a um reclame da sociedade por maior qualidade na administração pública, com a prestação de serviços mais céleres, dinâmicos e eficientes.
Percebe-se, então, as resistências de determinados juristas em desapegar-se do formalismo da Lei e dos ditames da burocracia. Esse pensamento provocou sérias resistências à introdução da eficiência como norma constitucional. Isso ocorreu há mais de uma década, mas ainda há os que resistem à introdução de novos métodos na administração pública.
Cabe então definir o que é governo e o que é administração pública.
Governo pode ser entendido como a condução política dos negócios públicos; a administração, por sua vez, é a consecução dos objetivos do governo, visando a satisfação das necessidades coletivas.
O governante decide com motivações ideológicas; o administrador segue o que a Lei determina, sendo-lhe vedado agir conforme suas motivações pessoais ou interesses políticos.
Os padrões de interoperabilidade de Governo Eletrônico têm a finalidade de ser o paradigma de para o estabelecimento de políticas e especificações técnicas na prestação de serviços de qualidade à Sociedade. O que se busca é aperfeiçoar a prestação dos serviços públicos, promovendo a participação dos cidadãos e afastando-se a imagem de uma administração pública ineficiente e insensível aos anseios da coletividade.
Tudo isso tem a ver com o princípio constitucional da eficiência.
A interoperabilidade provocará alterações nos modos de se produzir sistemas de informação institucionais. Sua adoção implicará num custo financeiro e na aplicação de recursos humanos para a adequação dos sistemas legados. Isso será objeto de muitas críticas, de dentro e de fora da administração pública, mesmo considerando-se o caráter coletivo no esforço de estabelecer os padrões e construir aa arquitetura do e-ping.
As instituições são compostas por pessoas, que atuam coordenadamente segundo normas legais e regras de comportamento. Daí que, necessariamente, um dos fatores de sucesso da interoperabilidade nas instituições será a redução das resistências para o compartilhamento de dados e informações. Isso demandará um grande trabalho de convencimento e espera-se que o sucesso da interoperabilidade seja um forte fator de persuasão.
Ref: Rover, Aires José; Ramos Júnior, Hélio Santiago. O ato administrativo eletrônico sob a ótica do princípio da eficiência. Anais da II Conferência Sul-Americana em Ciência e Tecnologia Aplicada ao Governo Eletrônico - CONeGov 2005. Hélio César Hoeschl (org.) - Florianópolis (SC): Editora Digital Ijuris, 2005, p. 33-40.
Texto disponível em http://www.i3g.org.br/editora/publicacoes/017.html
Texto disponível em http://www.i3g.org.br/editora/publicacoes/017.html
sábado, 19 de março de 2011
Pêndulos
Pêndulos e pêndulos.
Nos escalões do poder, o problema do andar de cima é justamente esse, os pêndulos. Decisões pendulares e às vezes perdulárias.
Por vezes, a visão é míope e não enxerga o longo prazo.
Um exemplo? Falemos da energia nuclear.
Duvideodó que o Japão modifique sua matriz energética. É verdade que resolverão os problemas de Fusushima à custa de um enorme passivo ambiental e das vidas de algumas centenas de herois japoneses que, mesmos expostos a doses letais de radiação, lutam para evitar que a usina exploda.
Eles morrerão seguindo a filosofia vulcana de que a morte de poucos justifica-se quando salva a vida de muitos.
A crise passará, os herois de Fukushima se juntarão aos outros milhares de mortos pelo tsunami e receberão anualmente as homenagens do povo japones.
Nada se modificará. Porque? Simplesmente porque não dá para o Japão renunciar à energia nuclear.
Hoje, os políticos japoneses reclamam de falta de comida, de assistência e de abrigos para os desamparados. Também querem mais transparência do Governo, mas não moverão campanhas contra a energia nuclear.
Nesse aspecto, eles serão mais pragmáticos do que os seus colegas alemães. Os japoneses não estrangularão sua capacidade produtiva, mesmo diante de toda tragédia que suportam.
Explico, então, que pêndulos significam decisões casuísticas, movidas pelos holofotes, focalizando apenas o momento atual. Os pêndulos são a míope visão de curto prazo.
Infelizmente, no mundo de hoje, há muitos pêndulos e poucos estadistas. É bom essa gente trocar de óculos.
Nos escalões do poder, o problema do andar de cima é justamente esse, os pêndulos. Decisões pendulares e às vezes perdulárias.
Por vezes, a visão é míope e não enxerga o longo prazo.
Um exemplo? Falemos da energia nuclear.
Duvideodó que o Japão modifique sua matriz energética. É verdade que resolverão os problemas de Fusushima à custa de um enorme passivo ambiental e das vidas de algumas centenas de herois japoneses que, mesmos expostos a doses letais de radiação, lutam para evitar que a usina exploda.
Eles morrerão seguindo a filosofia vulcana de que a morte de poucos justifica-se quando salva a vida de muitos.
A crise passará, os herois de Fukushima se juntarão aos outros milhares de mortos pelo tsunami e receberão anualmente as homenagens do povo japones.
Nada se modificará. Porque? Simplesmente porque não dá para o Japão renunciar à energia nuclear.
Hoje, os políticos japoneses reclamam de falta de comida, de assistência e de abrigos para os desamparados. Também querem mais transparência do Governo, mas não moverão campanhas contra a energia nuclear.
Nesse aspecto, eles serão mais pragmáticos do que os seus colegas alemães. Os japoneses não estrangularão sua capacidade produtiva, mesmo diante de toda tragédia que suportam.
Explico, então, que pêndulos significam decisões casuísticas, movidas pelos holofotes, focalizando apenas o momento atual. Os pêndulos são a míope visão de curto prazo.
Infelizmente, no mundo de hoje, há muitos pêndulos e poucos estadistas. É bom essa gente trocar de óculos.
Amazônia
Em 2008, o então Secretário de Assuntos Estratégico propôs o Projeto Amazônia, que busca a implementação de novas formas de produção, visando um tipo de desenvolvimento capaz de beneficiar a região e o Brasil.
Para subsidiar esse projeto, o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) patrocinou um amplo estudo acadêmico, do qual resultou uma volumosa publicação. Seus dados, para quem quiser consultá-la, são:
“Um projeto para a Amazônia no século 21: desafios e contribuições -
Brasília, DF: Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, 2009.” Creio que ele pode ser baixado em http://pt.scribd.com/doc/42096185/Um-projeto-para-a-amazonia-no-seculo-21-desafios-e-contribuicoes
Para mim, fica clara a necessidade de conciliar desenvolvimento e preservação. Por exemplo, pode-se explorar madeiras de lei, mas de forma planejada, para que essa atividade não represente o esgotamento da região.
Madeira é diferente de minério, que se explora e um dia se esgota. O manejo florestal ainda é muito pouco utilizado em nosso país. É uma atividade que protege a floresta e oferece lucros.
Outras potencialidades da floresta são a extração de óleos, frutas e outros produtos vegetais. Num território tão amplo, é evidente que há muitas outras atividades possíveis.
Por outro lado, embora o Estado tenha a função de induzir o desenvolvimento, cabe à iniciativa privada arcar com os riscos e desafios das atividades econômicas. Ela só o fará se essas atividades forem viáveis. Por isso, é necessário garantir a oferta de energia, transporte e comunicações na região.
Uma solução para esses problemas é o conceito de Estrada-Parque, que será implementado na BR 319. Essa rodovia liga Manaus e Porto Velho e será novamente pavimentada, depois de décadas de abandono. Há quem a considere como uma ameaça à floresta; por isso, haverá limitações quanto às instalações que serão permitidas ao longo do seu eixo.
Por fim, não se pode pensar numa Amazônia intocada; nem admitir a sua depredação.
Eu acredito no desenvolvimento sustentável dessa grande região BRASILEIRA.
Para subsidiar esse projeto, o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) patrocinou um amplo estudo acadêmico, do qual resultou uma volumosa publicação. Seus dados, para quem quiser consultá-la, são:
“Um projeto para a Amazônia no século 21: desafios e contribuições -
Brasília, DF: Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, 2009.” Creio que ele pode ser baixado em http://pt.scribd.com/doc/42096185/Um-projeto-para-a-amazonia-no-seculo-21-desafios-e-contribuicoes
Para mim, fica clara a necessidade de conciliar desenvolvimento e preservação. Por exemplo, pode-se explorar madeiras de lei, mas de forma planejada, para que essa atividade não represente o esgotamento da região.
Madeira é diferente de minério, que se explora e um dia se esgota. O manejo florestal ainda é muito pouco utilizado em nosso país. É uma atividade que protege a floresta e oferece lucros.
Outras potencialidades da floresta são a extração de óleos, frutas e outros produtos vegetais. Num território tão amplo, é evidente que há muitas outras atividades possíveis.
Por outro lado, embora o Estado tenha a função de induzir o desenvolvimento, cabe à iniciativa privada arcar com os riscos e desafios das atividades econômicas. Ela só o fará se essas atividades forem viáveis. Por isso, é necessário garantir a oferta de energia, transporte e comunicações na região.
Uma solução para esses problemas é o conceito de Estrada-Parque, que será implementado na BR 319. Essa rodovia liga Manaus e Porto Velho e será novamente pavimentada, depois de décadas de abandono. Há quem a considere como uma ameaça à floresta; por isso, haverá limitações quanto às instalações que serão permitidas ao longo do seu eixo.
Por fim, não se pode pensar numa Amazônia intocada; nem admitir a sua depredação.
Eu acredito no desenvolvimento sustentável dessa grande região BRASILEIRA.
sexta-feira, 18 de março de 2011
UÉ???
Algumas informações adicionais sobre os transgênicos:
1. O Boletim 529, de 04 de março de 2011, da ASPTA, disponível em http://www.aspta.org.br/por-um-brasil-livre-de-transgenicos/boletim/boletim-529-04-de-marco-de-2011, informa sobre a flexibilização nas regras da União Europeia para a importação de grãos ou farelos contaminados por transgênicos não autorizados no Bloco.
2. É curioso que essa flexibilização ocorra ao mesmo momento em que o Presidente Sarkozy sugira ao G20 que adote medidas para conter a alta de preços das commodities, dizendo que se nada for feito haverá o risco de revoltas populares contro o preço dos alimentos. (Ref: http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/01/24/nicolas-sarkozy-apresenta-agenda-do-g20-com-foco-em-commodities-923590516.asp)
3. Há mais de cinco anos que a OMC, pressionanda pelos EUA, insiste que a Europa abandone as restrições a transgênicos. (Ref http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/pressionada-pelos-eua-omc-ins/)
4. A Europa sempre se manteve firme contra os transgênicos, mas, agora, nem tanto…
5. Na última década, ONGs europeias realizaram intensa campanha contra os transgênicos. É possível verificar todas as notícias veiculadas por uma dessas ONG em http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/
6. Agora, essa campanha esfriou.
UE????
1. O Boletim 529, de 04 de março de 2011, da ASPTA, disponível em http://www.aspta.org.br/por-um-brasil-livre-de-transgenicos/boletim/boletim-529-04-de-marco-de-2011, informa sobre a flexibilização nas regras da União Europeia para a importação de grãos ou farelos contaminados por transgênicos não autorizados no Bloco.
2. É curioso que essa flexibilização ocorra ao mesmo momento em que o Presidente Sarkozy sugira ao G20 que adote medidas para conter a alta de preços das commodities, dizendo que se nada for feito haverá o risco de revoltas populares contro o preço dos alimentos. (Ref: http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/01/24/nicolas-sarkozy-apresenta-agenda-do-g20-com-foco-em-commodities-923590516.asp)
3. Há mais de cinco anos que a OMC, pressionanda pelos EUA, insiste que a Europa abandone as restrições a transgênicos. (Ref http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/pressionada-pelos-eua-omc-ins/)
4. A Europa sempre se manteve firme contra os transgênicos, mas, agora, nem tanto…
5. Na última década, ONGs europeias realizaram intensa campanha contra os transgênicos. É possível verificar todas as notícias veiculadas por uma dessas ONG em http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/
6. Agora, essa campanha esfriou.
UE????
quinta-feira, 17 de março de 2011
Guerra do Golfo
Nesses tempos de Mubarak, Kadafi, tsunamis e Fukushimas, ninguém se lembrou dos vinte anos da Primeira Guerra do Golfo, um conflito que revolucionou os conceitos da arte militar. A palavra revolução tem um sentido de ruptura; e foi exatamente isso o que aconteceu.
Fui inspetor de armas químicas da ONU e estive no país de Sadam Hussein em 1998, sete anos depois que as tropas iraquianas foram fragorosamente vencidas pelos Estados-Unidos e seus aliados. Desde aquela derrota, o Iraque esteve submetido a inúmeras restrições. Naquele país, faltava de tudo, desde peças sobressalentes a até alimentos. Havia fome nas ruas, onde caminhava uma multidão de pessoas mal nutridas.
Quando cheguei ao Iraque, meu avião aterrissou num aeroporto militar nos arredores de Bagdá. Ali, surpreendi-me com as montanhas de peças retorcidas de aeronaves abatidas na guerra, bem como com a imensa quantidade de aviões modernos ainda existentes. As aeronaves ainda operacionais estavam enterradas em valas de uns três metros de profundidade, num esforço para serem poupadas dos ataques aéreos frequentemente lançados pelos Estados Unidos, em retaliação às políticas do ditador iraquiano.
Nas inspeções que participei, pude verificar o grande estoque de armas e munições nos armazéns militares. Certa feita, ao retornar de uma missão fora de Bagdá, passei duas horas cruzando com imensos cegonhões que conduziam carros e mais carros de combate da Guarda Republicana.
Em 1998, sete anos após o fim da Primeira Guerra do Golfo, o Iraque ainda dispunha de forças armadas numerosas e bem equipadas.
No final de 1990, muitos apostavam que o poderoso Exército Iraquiano conseguiria deter as forças da coalizão montada pelo George Bush Pai. Pois não conseguiu. Eis, portanto, a ruptura de que tratei no início deste artigo.
Os norte-americanos esmagaram facilmente todas resistências que encontraram. Ficou evidente a superioridade de suas armas e equipamentos. Esse fato rompeu as ilusões de que a aplicação dos princípios da massa, fogo e movimento poderiam deter a supremacia tecnológica. Não puderam. Não nas condições operacionais oferecidas por aquele Teatro de Guerra.
A guerra ensinou muitas lições a todos os exércitos do mundo. Os militares alteraram suas próprias percepções sobre as capacidades de seus exércitos em se defender da Potência Hegemônica.
Infelizmente, o povo brasileiro e os políticos ainda não se aperceberam dos riscos em se estar só e fraco diante uma matilha de lobos.
Para os bons entendedores, a frase acima basta.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Denuncismo barato
São treze horas e vinte e dois minutos e acabei de ouvir na CBN o comentário da Rosean Kennedy, denunciando o que considerou um absurdo. Ela reclamou da cessão, pelo Congresso Nacional, de uma sala de vinte e dois metros quadrados a uma empresa que lhe presta serviços.
Ela frisou que aquela empresa tem um contrato de vários milhões de reais com o Congresso e que não paga aluguel pela sala, nem pelo uso da água e da luz, limitando-se a pagar um valor simbólico de vinte e cinco reais pelo uso das linhas telefônicas.
Ora, convenhamos, isso é denuncismo!
Acho bastante razoável que o Congresso ceda um espaço para que a empresa possa trabalhar no local, prestando serviços para aquela instituição. Vinte e dois metros quadrados não parecem um espaço abusivo; duvido que alguém tome banho no local, o dia todo, com chuveiro elétrico ou use um rabo quente para aquecer a água do cafezinho. É uma sala, ora bolas!
Certamente, há milhares de ouvintes que concordaram com a Rosean Kennedy sem pestanejar, afinal, se a denúncia envolve o congresso, atinge os políticos, os alvos prediletos da imprensa.
Contudo, basta um mínimo de experiência administrativa para saber que uma empresa precisa gerenciar adequadamente suas atividades num local avançado de trabalho.
O que a Rosan Kennedy queria que a empresa fizesse? Que trabalhasse sem uma linha telefônica, sem água nem energia? Que ela montasse um barraco na esplanada?
Ah, ela acha que seria adequado que se pagasse um aluguel, num procedimento semelhante ao de um restaurante ou uma banca de jornal que funcione no Congresso. Tudo bem, pode até ser. Entretanto, certamente o pagamento desse aluguel seria incorporado, com muita folga, no preço que a empresa cobra pelo serviço contratado.
Acredito que, no final das contas, fica bem mais barato para o Congresso ceder o espaço do que cobrar o aluguel.
Para mim, o que parece é que aproveitam-se de uma situação adversa de baixa credibilidade das instituições para se apadrinhar, ou amadrinhar, mais uma denúncia.
Chega de denuncismo barato!
Ela frisou que aquela empresa tem um contrato de vários milhões de reais com o Congresso e que não paga aluguel pela sala, nem pelo uso da água e da luz, limitando-se a pagar um valor simbólico de vinte e cinco reais pelo uso das linhas telefônicas.
Ora, convenhamos, isso é denuncismo!
Acho bastante razoável que o Congresso ceda um espaço para que a empresa possa trabalhar no local, prestando serviços para aquela instituição. Vinte e dois metros quadrados não parecem um espaço abusivo; duvido que alguém tome banho no local, o dia todo, com chuveiro elétrico ou use um rabo quente para aquecer a água do cafezinho. É uma sala, ora bolas!
Certamente, há milhares de ouvintes que concordaram com a Rosean Kennedy sem pestanejar, afinal, se a denúncia envolve o congresso, atinge os políticos, os alvos prediletos da imprensa.
Contudo, basta um mínimo de experiência administrativa para saber que uma empresa precisa gerenciar adequadamente suas atividades num local avançado de trabalho.
O que a Rosan Kennedy queria que a empresa fizesse? Que trabalhasse sem uma linha telefônica, sem água nem energia? Que ela montasse um barraco na esplanada?
Ah, ela acha que seria adequado que se pagasse um aluguel, num procedimento semelhante ao de um restaurante ou uma banca de jornal que funcione no Congresso. Tudo bem, pode até ser. Entretanto, certamente o pagamento desse aluguel seria incorporado, com muita folga, no preço que a empresa cobra pelo serviço contratado.
Acredito que, no final das contas, fica bem mais barato para o Congresso ceder o espaço do que cobrar o aluguel.
Para mim, o que parece é que aproveitam-se de uma situação adversa de baixa credibilidade das instituições para se apadrinhar, ou amadrinhar, mais uma denúncia.
Chega de denuncismo barato!
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