quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Os gastos dos moralistas de dólares na cueca

JÁ PENSOU SE ESSA QUADRILHA UM DIA ENTRAR NO PODER DE NOVO?

● 38,26 bilhões de reais com os Jogos Olímpicos;
● 40 bilhões de reais com a Copa do Mundo de Futebol;
● 121 bilhões de reais desviados da Petrobras;
● 12,6 bilhões de reais repassados a 7.700 ONGs, governo Lula;
● 9 bilhões de reais em publicidade, em 4 anos do governo Dilma. O último não tenho;
● 7 bilhões de reais em publicidade, governo Lula;
● 1 bilhão de reais ao MST e outros movimentos ligados ao PT, governo Dilma
● 152 milhões de reais repassados ao MST, só no governo Lula;
● 154 milhões de reais com cartão corporativo (gastos secretos), gestão Dilma;
● 65,9 milhões de reais repassados à UNE nos governos Lula e Dilma;
● 50 milhões de reais com cartão corporativo (gastos secretos), gestão Lula
● 11 milhões de reais repassados por Dilma a blogueiros petistas às vésperas do impeachment
● 6,5 bilhões de reais em obras na República Dominicana;
● 1 bilhão de reais/ano de mesada à ditadura cubana, sob o disfarce de “Mais Médicos
● 2,9 bilhões de dólares investidos a fundo perdido na construção da primeira fábrica de medicamentos contra Aids da África, em Moçambique; fazendas experimentais de arroz no Senegal e de algodão em Mali; projetos agropecuários, de combate ao trabalho infantil e de capacitação de docentes para o ensino de português no Timor-Leste, e a implantação de bancos de leite humano de 22 países da África
● 1,5 bilhão de dólares de prejuízo naquela falsa tomada de assalto às refinarias da Petrobras na Bolívia. Na verdade foi um ato nojento e covarde de traição do governo petista ao povo brasileiro. Conforme posteriormente Lula confessou, ele e o índio cocaleiro já haviam acertado toda a farsa, anteriormente: Evo faria o teatrinho de “ocupação“ das instalações da Petrobras e ele doaria tudo à Bolívia. E assim foi feito;
● 1,22 bilhão de dólares na construção de uma 2ª ponte de 3.156 m sobre o rio Orinoco, Venezuela
● 1,5 bilhão de dólares na construção de um trem subterrâneo na Argentina (o famoso soterramento do Ferrocarril Sarmiento, ligando Buenos Aires a Moreno)
● 1 bilhão de dólares para o metrô Cidade do Panamá;
● 900 milhões de dólares de perdão de dívidas a ditaduras africanas para com o Brasil;
● 792,3 milhões de dólares de prejuízo na compra da refinaria de Pasadena, Texas
● 732 milhões de dólares na construção do Metrô de Caracas, Venezuela;
● 692 milhões de dólares para o porto de Mariel, Cuba;
● 636,8 milhões de dólares na expansão de gasodutos da distribuidora Cammesa, Argentina
● 400 milhões de dólares em auxílio para compra de alimentos para Cuba;
● 200 milhões de dólarespara compra de máquinas agrícolas para Cuba(bolsa agrícola cubana);
● 650 milhões de dólares para melhorias no porto de Mariel, em Cuba;"

Total: R$ 229.412.000.000,00
O PT GASTOU TUDO ISSO.

E se você acha que o PSDB, DEM, PDT, etc são melhorzinhos, se enganou, meu chapa.

sábado, 7 de novembro de 2020

O FIM DA ARCÁDIA - Fábio Gonçalves e Paulo Briguet

 O FIM DA ARCÁDIA

A morte dos Estados Unidos e a esperança da Terceira América


Fábio Gonçalves e Paulo Briguet

4 de Novembro de 2020 às 19:46

Uma vitória de Biden-Harris significaria o fim da civilização norte-americana tal como a conhecemos — e uma imensa responsabilidade para o Brasil


“And this be our motto: In God is our trust.”


“Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.”

(Mt 28, 20)



O grande historiador Paul Johnson diz em seu clássico “Tempos Modernos” que o Estados Unidos eram a última Arcádia do mundo soterrado nos escombros da Primeira Guerra — escombros sobre os quais marchavam, nos anos 20 e 30, as hostes uniformizadas do Duce, do Führer e do Tzar Vermelho.


Arcádia era uma região mítica da Grécia, terra de deliciosos jardins, de regatos frescos, de chão relvado e gado manso, de pastores poetas a tanger a lira diante de suas musas. Terra de não haver crime, por não haver inveja.  


A Arcádia era um mundo à parte, mundo eternamente resguardado das inesgotáveis guerras e dissensões que destruíam as demais pólis helênicas. Era, com efeito, o bastião último da beleza, da justiça e do saber.


Escusando o que há aí de utópico, de irrealizável, de mera imagem, pode-se dizer que a analogia do historiador é procedente.


As duas Guerras Mundiais acabaram com uma civilização. Material e psicologicamente — e sobretudo psicologicamente.


Os tanques, as metralhadoras, os caças, as bombas e os gases venenosos fizeram soçobrar a Europa dos reis, das aristocracias, dos valores nobres e, sobretudo, da cosmovisão cristã.


Pois, embora desde pelo menos o século XVII o Deus cristão houvesse morrido para a gente dos grandes círculos intelectuais, das universidades e das lojas maçônicas, a massa popular, homens e mulheres dos campos e das pequenas cidades, era eminentemente cristã: ia às missas, comemorava os santos, vivia os tempos litúrgicos, desfilava em procissões, rezava antes do jantar.


Esse mundo ruiu como a Nossa Senhora de Dresden, onde Bach tocara suas Paixões.


Mas ainda havia a terra dos cristãos que, séculos antes, no início da debacle, fugiram das pendengas europeias, atravessaram o Mar Oceano, assentaram-se em paragem nova, desconhecida, ergueram ali suas vilas com suas igrejas, plantaram seu algodão e seu tabaco — muito à custa de cativos, o que em um tanto lhes desabona a história —, enfrentaram nativos e bisões para desbravar o seu oeste, negaram-se a dobrar o pescoço aos abusadores metropolitanos, derramaram sangue por justiça, e, capitaneados por grandes pais, construíram a nação mais livre e próspera de todos os tempos.


A nação mais livre e próspera era a última Arcádia senão da civilização cristã, pelo menos de alguns de seus valores que a besta materialista e as feras revolucionárias vinham grassando no Velho Continente.


E, de fato, os americanos — ou parte deles —, com a riqueza de suas fábricas e a força dos seus marines, foram o arrimo da ordem mundial nas últimas décadas, a Pax Americana. Eles — ou parte deles — não deixaram tombar os últimos templos greco-romanos e nem permitiram que se proibisse, de uma vez por todas, o cantar das Boas-Novas na praça pública.


No entanto, as mesmas pestes que corromperam por dentro o corpo da cristandade europeia, desde o começo do século XX chegaram também à América — em navios, aviões e sinais de rádio.


E a juventude — ou parte dela — foi se adoentando. Por conseguinte, deram ouvidos à cantilena de um Marcuse, de um Foucault, de um Alinsky; aplaudiram a derrota da pátria no Vietnã; torceram pelo sucesso do “modelo soviético”; levantaram faixas e cartazes pelo sexo livre, pelo divórcio, pelo aborto. Eram já como os franceses, os alemães, os russos.


No início dos anos 70, um jornalista e escritor brasileiro chamado Paulo Francis, opositor da ditadura militar e simpatizante do trotskismo, mudou-se para os Estados Unidos — e lá encontrou justamente essa juventude que se voltava contra a própria civilização em que nasceu.


Em 1972, Francis lançou um pequeno livro intitulado “Nixon x McGovern ― As Duas Américas”, no qual analisa os perfis dos dois candidatos à Casa Branca nas eleições daquele ano. Na visão do autor brasileiro, o democrata George McGovern representava a plataforma mais esquerdista já vista numa eleição presidencial americana. Como se sabe, a vitória de Nixon sobre McGovern no pleito de 1972 foi esmagadora: o republicano conseguiu a reeleição sendo o mais votado em 48 dos 50 estados. No entanto, dois anos depois, o que parecia impossível aconteceu: em 1974, Nixon renunciou à Presidência para escapar de um processo de impeachment, em decorrência do escândalo Watergate.


A Outra América mencionada por Francis ― a América esquerdista, contestadora, identitária e contracultural ― sofreu uma fragorosa derrota nas urnas, mas se vingou com a queda de Nixon. Trinta e quatro anos depois, na primeira eleição de Obama, essa finalmente América chegou à Casa Branca; sofreu um revés inesperado com a vitória de Donald Trump em 2016, e agora voltou disposta a tudo para reconquistar o poder central, cavalgando o corcel flamejante do BLM e surfando no vagalhão do vírus chinês.


Na verdade, a personagem da Outra América tem dupla identidade; é semelhante ao deus Janos, aquele que tem uma face voltada para frente e outra voltada para trás. Agora, vemos o rosto combalido de Joe Biden ― que lembra o protagonista do filme “Um Morto Muito Louco” ―, mas, do outro lado, logo vislumbraremos o sorriso maléfico da medusa Kamala Harris, representante da ala radical que tomou de assalto o Partido Democrata nas últimas cinco décadas. Não se enganem, meus amigos: se Biden, mergulhado em escândalos pessoais e na visível demência dos sentidos, chegar à Casa Branca, a verdadeira mandatária será Harris (que, por sinal, como vice, presidirá o Senado). Se olharmos com os olhos da inteligência, não será difícil descobrir que esse monstro de duas cabeças tem traços de uma ditadura oriental.


Nem mesmo Francis seria capaz de imaginar a vitória de uma chapa tão bizarra quanto a de Biden-Harris. É como se McGovern tivesse voltado à vida e convocado Angela Davis para vice. Para piorar, como se estivéssemos em um roteiro de “House of Cards”, a dupla Zumbiden-Medusa crê-se vencedora de um pleito cercado de suspeitas de manipulação e fraude ― uma fraude que vem pelo correio.


Observando o mapa dos Estados Unidos, vemos que a extrema-esquerda chegou ao poder literalmente comendo pelas beiradas, promovendo a revolução cultural a partir dos grandes centros urbanos, com o apoio das milícias da mídia, das universidades e das Big Techs. A América profunda ― conservadora, empreendedora, patriota e, acima de tudo, cristã ― tornou-se refém da Outra América ― aquela patrocinada pelo bloco eurasiano e pelo bloco globalista, ambos unidos em um nó de serpentes.


Mas Paulo Francis se esqueceu de dizer em seu livro que não existem apenas duas Américas. Há uma terceira: a do Sul. E tudo leva a crer que nós, brasileiros, seremos os guardiões do último bastião do cristianismo no continente. Nenhum dos Paulos, o Francis ou o Johnson, poderia imaginar que um dia, por uma dessas vertiginosas ironias da história, o Brasil se tornaria a última Arcádia.


Alguém poderia dizer que estamos sozinhos. Sim, mas é bom lembrar que aqueles 11 discípulos também estavam.

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Um herói desconhecido

Um amigo postou no WhatsApp.

Tudo corria bem no voo VASP 375 no dia 29/09/1988, saiu de Porto Velho, Rondônia, e fez escala em Cuiabá, Brasília, Goiânia e Belo Horizonte, de onde ele voaria para o Rio de Janeiro, aeroporto do Galeão, seu destino final.
Mas as coisas não aconteceram exatamente assim.
Decolando de Belo Horizonte, um passageiro se levantou e, armado com um revolver calibre .32, iniciou o sequestro da aeronave.
O passageiro, Raimundo Nonato Alves da Conceição, estava com raiva da política econômica brasileira, dos rumos do país, e por isso resolveu se vingar.
A vingança pretendida:
Sequestrar um avião e jogá-lo contra o Palácio do Planalto, bem no local onde fica o gabinete do Presidente.
Com isso, Raimundo pretendia matar aquele que ele considerava o grande vilão da história: Jose Sarney.
Pode parecer piada, mas a coisa foi feia. 
Exigindo que a porta da cabine fosse aberta, Raimundo atirou em um comissário.
Com a porta ainda trancada, Raimundo começou a atirar contra a cabine (as portas ainda não eram blindadas).
Um tiro acertou o piloto reserva na perna, fraturando-a.
O outro, acertou o painel.
Diante do risco que representava aquele homem atirando a esmo dentro de uma aeronave em pleno voo, o piloto abriu a porta e Raimundo anunciou seu plano, que representava a morte dos 98 passageiros e 7 tripulantes, fora possíveis vítimas em terra.
O piloto, Fernando Murilo de Lima e Silva, conseguiu avisar sobre o sequestro, acionando, o transponder da aeronave, o código que indica interferência ilícita.
Também conseguiu informar a torre de comando acerca dos planos envolvendo a Palácio do Planalto. 
Nesse momento, a 1ª vítima fatal do sequestro.
Quando a torre responde ao piloto, foi o co-piloto, Salvador Evangelista, quem fez menção de responder.
Provavelmente, um movimento brusco foi interpretado como reação.
O co-piloto foi morto na hora com um tiro na nuca. 
Com dois colegas baleados, um colega morto, surge o sangue frio e a perspicácia do grande herói dessa história: o piloto Fernando.
Ele percebeu que morrer seria inevitável, então começou um perigoso processo de convencimento com o sequestrador em busca de uma improvável solução.
Durante todo esse período, o Voo VASP 375 era seguido de perto por caças Mirage da FA, que tinham ordens de abater o voo, sacrificando os passageiros, caso surgissem indicações de que a aeronave seria usada contra algum prédio da capital.
Nesse ponto, o sequestrador toma outra decisão: exigiu que rumassem para São Paulo, provavelmente em busca de outro alvo.
O piloto Fernando novamente argumentou que o avião não tinha combustível para tanto.
Sugeriu então um pouso no Santa Genoveva, em Goiânia.
Enquanto a discussão se dava entre os dois, o piloto Fernando, disfarçadamente, rumou para Goiânia, afastando o avião de Brasília, cheia de potenciais alvos.
Por fim, diante da recusa de pousar em Goiânia, e das ameaças que só faziam crescer, o piloto tomou mais uma decisão.
Primeiro, ele tirou o avião do piloto automático e fez uma manobra chamada tonneau (manobra em que o avião dá uma volta completa ao redor de seu eixo).
Ele pretendia, com isso, fazer o sequestrador cair e, assim, tomar a arma dele, mas isso não deu certo.
Depois, ele partiu para a cartada final: o parafuso, manobra em que o avião perde a sustentação e cai de bico, girando as asas como um pião.
A ideia do piloto era descer 9 mil pés durante a manobra, fazer o sequestrador cair e imediatamente efetuar o pouso em Goiânia. 
Anos depois, Fernando falou:
"Eu pensei, como vou morrer mesmo, vou arriscar. Parti para o tudo ou nada. Já que vou morrer, vou morrer brigando porque, pelo visto, ele não ia me deixar pousar.”
Fernando conseguiu fazer cair o sequestrador e pousar com tranquilidade.
Mas ele logo se recuperou e seguiu com o sequestro.
Era perto de 13h45 quando o pouso ocorreu.
Em terra, as negociações continuaram. O aeroporto foi cercado por agentes do EB e da PF, que quase invadiram a aeronave, mas foi, novamente, o piloto Fernando quem deu rumo às coisas. 
Ele convenceu o sequestrador a pedir um avião menor, com bastante combustível, e com essa 2ª aeronave, ir em busca de sua vingança.
O sequestrador aceitou, mas exigiu que Fernando seguisse pilotando, o que o piloto aceitou.
Sua vida em trocar de 103 sobreviventes. 
Todos os feridos foram atendidos em hospitais de Goiânia.
Nessa nova negociação, o sequestrador foi baleado pela equipe especial da Polícia Federal.
Fernando, o piloto reserva e o comissário baleado não corriam risco de morte. 
Nem o sequestrador, nas informações prestadas pelo hospital. Misteriosamente, 3 dias depois, Raimundo Nonato morreu de forma estranha, segundo consta, foi vítima de anemia falsiforme.
No fim, o piloto Fernando, grande herói do sequestro, conseguiu salvar 104 vidas e evitou que tivéssemos um 11 de setembro muito antes das Torres Gêmeas.
Por seu feito, foi condecorado com a Ordem do Mérito Aeronáutico, a mais alta distinção honorífica do Comando da Aeronáutica. 
Contudo, nunca recebeu qualquer palavra de agradecimento do Presidente Sarney, que se quedou calado acerca do sequestro.
 _“Ele nunca me dirigiu a palavra. Nunca me agradeceu. Mas não tenho mágoa. Estou tranquilo com minha consciência e sei que fiz meu papel”_ 
E, até hoje, as manobras que o piloto Fernando efetuou naquele 29/09/1988 não são reconhecidas pela Boeing, que afirma categoricamente SER IMPOSSÍVEL FAZÊ-LAS EM UM BOEING 737-317.
O capitão Fernando provou serem possíveis.
É que esse herói pouco conhecido, o piloto Fernando, morreu ontem, em Búzios, aos 76 anos de idade.
Morreu com o crédito enorme de ter salvado 104 vidas e de ter agido, quando muitos não fariam nada. 
Por isso, essa singela homenagem.
Que o comandante Fernando vá em paz, e que fique sua lição de altruismo, em tempos tão duros de egoismo e individualismo.

FIM

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Fim de várias empresas

Se você tem um emprego e sua empresa ainda está operando, seja muito grato

PORQUE?

1. Victoria's Secret declarou falência.
2. A Zara fechou 1.200 lojas.
3. La Chapelle fechou 4391 lojas.
4. Chanel é descontinuado.
5. Hermes é descontinuado.
6. Patek Philippe interrompeu a produção.
7. Rolex interrompeu a produção.
8. A indústria de luxo do mundo desabou.
9. A Nike tem um total de déficit de US $ 23 bilhões  se preparando para a segunda etapa das demissões.
11. O fundador do AirBnb disse que, devido à pandemia, 12 anos de esforços foram destruídos em 6 semanas.
12. Até a Starbucks também anunciou o fechamento permanente de 400 lojas.


A lista continua

Veja o cenário econômico dos EUA:

Nissan Motor Co. pode fechar nos EUA

1. Maior empresa de aluguel de carros (Hertz) entrou em falência - eles também possuem a Thrifty and Dollar
2. Maior empresa de caminhões (Comcar) entrou em falência - eles têm 4000 caminhões
3. A empresa de varejo mais antiga (JC Penny) pediu falência - e foi adquirida pela Amazon por centavos
4. O maior investidor do mundo (Warren Buffet) perdeu US $ 50 bilhões nos últimos 2 meses
5. A maior empresa de investimentos do mundo (BlackRock) está sinalizando um desastre na economia mundial - eles administram mais de US $ 7 trilhões
6. O maior shopping da América (Mall of America) parou de efetuarr pagamentos de hipotecas
7. Companhia aérea mais respeitável do mundo (Emirates) demitindo 30% de seus funcionários
8. Tesouro dos EUA imprimindo trilhões para tentar manter a economia em suporte de vida
9. Nº estimado. de lojas de varejo fechando em 2020 - 12.000 a 15.000. A seguir, estão os grandes varejistas que anunciaram o fechamento:

- Gap 
- Victoria's Secret
- Banho e Corpo
- Forever 21
- Sears
- Walgreens
- GameStop
- Pier 1 Importações
- Nordstrom
- Papiro
- Chico's
-
- Modell's
- A.C. Moore
- Macy's
- Bose
- Art Van Furniture
- Olympia Sports
- K Mart
- Cafés e padarias especializados
e muitos mais

As reivindicações de desemprego atingiram uma alta histórica de mais de 38 milhões - o desemprego é superior a 25% (dos 160 milhões de trabalhadores, cerca de 40 milhões estão desempregados). Sem renda, a demanda do consumidor está caindo drasticamente e a economia entrará em queda livre. Este é apenas EUA ...

Sob o peso da nova pandemia do corona muitos gigantes estão enfrentando a crise do fracasso. Cinco meses de pandemia criaram MUITA dívida e dezenas de milhares de empresas faliram. Se você tem negócios e sua empresa ainda está lá, e não há cortes de pagamento ou demissões, trate bem sua empresa e seu cliente. Os seres humanos estão enfrentando a pandemia que não pode ser controlada. A segunda metade de 2020, é o desafio da força e relacionamento corporativos

2020 é sobre sobrevivência. Cuide de si e de seus entes queridos. Seja feliz com o que você tem!

domingo, 5 de julho de 2020

ACABOU O DISCURSO DE QUE NÃO EXISTE EVIDÊNCIA PARA HIDROXICLOROQUINA.

Vale a pena ler o que escreve o Paolo Zanotto, D.Phil.      @epimeme


A Ciência sempre mostrará a canalhice da $iência...

Nos resta agora Responsabilizar os mandantes dos assassinatos $ientíficos...

Por Paolo Zanotto

ACABOU O DISCURSO DE QUE NÃO EXISTE EVIDÊNCIA PARA HIDROXICLOROQUINA.

Já são 49 estudos (29 revisados) cujo total revelam resultados "muito positivos" usando o HCQ como profilaxia pré e pós-exposição e principalmente no tratamento precoce. A ciência diz que tratar precocemente é a chave para acabar com hospitalizações e morte.

Os mais recentes e importantes:

Estudo retrospectivo de 2.541 casos de Detroit: redução de até 71% da mortalidade no tratamento precoce com HCQ + AZI:

https://doi.org/10.1016/j.ijid.2020.06.099

Estudo retrospectivo de 3737 casos de Marselha: redução de 50% da mortalidade, redução de evolução para UTI, do tempo de clareamento viral e nenhuma morte abaixo de 60 anos sem efeitos adversos relevantes no grupo de HCQ + AZI.

https://doi.org/10.1016/j.tmaid.2020.101791

Estudo Metanálise de 105.040 casos de 20 estudos em 9 países: redução da mortalidade em até 3x nos grupos tratados precocemente com HCQ + AZI: 

https://doi.org/10.1016/j.nmni.2020.100709

Não existe nenhum estudo desfavorável à HCQ atualmente que tenha a mesma força das evidências acima colocadas. Nenhum.

E AGORA?!? 🤔🤔🤔

A turma das “evidências” vai continuar a negar o óbvio ou vão assumir que a negativa tem cunho político?

Vejam todos os estudos em:

https://c19study.com/

domingo, 28 de junho de 2020

Felipe Flamenghi: Chamem o Freixo!

CHEGA! 
NÃO DÁ MAIS PRA APOIAR O BOZO.
ESSE CARA PERDEU O JUÍZO!

Onde já se viu, fazer funcionar a transposição do Rio São Francisco? Ta louco? Aquilo estava parado, há quase 20 anos, por um motivo: Era um ótimo projeto para desviar dinheiro com licitações fraudulentas, junto das empreiteiras "amigas". Como é que acaba com uma "boquinha" dessas? 

E outra, vai levar água para o Nordeste, irrigar o sertão do Ceará, terra da dinastia Ferreira Gomes? Que palhaçada é essa, Biroliro? Já não bastava as usinas de dessalinização, ainda vai mandar mais água? Vai morrer gente afogada! E o cabresto da fome? Vai amarrar aonde? 

Esse cara não merece ser presidente. Não sabe fazer política; fica cumprindo promessas. Parece bobo! E em 2022? Vai prometer o que? Se não deixar os problemas, como é que vai "vender" soluções? 
A seca do Nordeste já está lá há séculos; faz parte da cultura sertaneja. Grandes compositores já escreveram sobre ela. Quem ele pensa que é, para acabar com um patrimônio histórico brasileiro? Genocida!!

É por isso que não sobra dinheiro pra ajudar a Globo, para financiar nossos artistas, para comprar o Congresso. Fica gastando com essas bobagens, pra melhorar a vida do povo, e esquece o que é importante. 

Como se não bastasse, ainda quer acabar com a emoção dos jipeiros, asfaltando a Transamazônica. Já cobriu mais de 90Km que nunca tinham visto piche. 

Não dá pra apoiar! 
Cadê o MBL para nos salvar? Joice, Frota, Freixo... Alguém ajuda, por favor! Desse jeito o Brasil não aguenta!
Bem que eles avisaram... 

Felipe Fiamenghi - 27/06/2020

sábado, 27 de junho de 2020

O que aprendi com o curso para antifascistas da Juventude Socialista

https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/polzonoff/o-que-aprendi-com-o-curso-para-antifascistas-da-juventude-socialista/

O que aprendi com o curso para antifascistas da Juventude Socialista

Durante 6 dias e ao longo de 3 horas diárias, me dediquei ao curso “Entenda o Fascismo para ser Antifascista”, da UJS. O que aprendi me deixou assustado.

Terça-feira, dia 9 de junho, 19 horas. Ajeito o laptop no colo e sigo os links que me levam à primeira aula do curso “Entenda o Fascismo para ser Antifascista”, promovido pela União da Juventude Socialista, a Fundação Maurício Grabois e a Escola de Formação Política Castro Alves, todas ligadas ao PCdoB de Manuela d´Ávila, Jandira Feghali e Flávio Dino. Serão seis aulas ministradas por professores de instituições federais. É a atividade assalariada nas universidades que permite que eles deem este curso, recebendo ou não, para legitimar intelectualmente a ação dos violentos grupos antifa. Mal posso esperar.

A fim de me enturmar, solto um “Boa noite, camaradas” no chat. O clima ali é de união hostil contra aqueles que os alunos consideram fascistas – ou seja, todos que não concordam com eles. Os slogans gritados no chat vão desde o vazio “Todos pela democracia” até o ameaçador “Fogo nos fascistas!”.

Para a primeira aula, assistem ao vídeo introdutório da bela Manuela d´Ávila incríveis 6 mil pessoas (número que diminuiu bastante ao longo do curso). Aliás, quando o rosto de Manu aparece na tela, num close que ressalta seus melhores traços, a turma virtual irrompe numa explosão de coraçõezinhos e declarações de amor pela ex-deputada.

Mas agora silêncio que as aulinhas vão começar.

1ª aula: “Laboratórios ideológicos do imperialismo estadunidense”
A primeira aula é precedida pela fala de uma “mestre de cerimônias” muito empolgada, que já chega citando Marx e dizendo que o curso é extremamente necessário porque “não basta compreender a realidade, é preciso transformá-la”. Ela diz ainda que “ficar em casa [na pandemia] é ser contra Bolsonaro” e que o coronavírus “está matando pobres, negros e jovens”.

A tudo isso o professor João Quartim de Moraes ouve com certo enfado. Ele é um senhor de fala mansa, comunista-raiz, ex-dirigente do grupo guerrilheiro Vanguarda Popular Revolucionária. E sua aula, até pelo título, tem aquela aura de revolução intelectual de um tempo nem tão distante assim em que a esquerda se dedicava aos estudos.

Como a aula se intitula “Ovo da serpente: origens teóricas e históricas do fascismo”, o professor acha por bem fazer toda uma semiótica do ovo. Ao citar regimes autoritários, ele menciona o nazismo, as monarquias e os liberais (!). Mas não fala nada de Stalin, Mao, Pol Pot ou de um Hoxha. Diante da omissão, alguém no chat pergunta se o stalinismo pode ser considerado fascista. A resposta dos outros alunos é “tem gado na área”.

Durante uma hora e quarenta minutos, João Quartim de Moraes expõe toda a história do fascismo italiano com uma riqueza de detalhes impressionante. Nomes e datas e pormenores vão se somando numa tentativa clara de encontrar semelhanças entre a Itália dos anos 1920 e o Brasil de 2020. Em certo momento, o professor faz um elogio contido ao que Mussolini realizou “de bom” – isto é, todas as leis trabalhistas que serviriam de inspiração para a nossa CLT. Mas ele é inteligente, percebe a gafe e logo se retrata.

Num momento de lucidez que causou alguma revolta aos raros alunos que estavam prestando atenção à aula (a maioria estava preocupada com o certificado do curso), João Quartim de Moraes reconheceu que o presidente Jair Bolsonaro “pode até ter mentalidade fascista, mas não é fascista, senão [este] curso não estaria sendo realizado”.

Mas logo depois a lucidez dá lugar a algumas falas cheias de teias de aranha. “O fascismo é a ditadura terrorista do capital financeiro”, diz ele, para logo em seguida emendar com uma teoria da conspiração segundo a qual o então presidente da França Nicolas Sarcozy matou o ditador líbio Muamar Kadafi “para se livrar de dívidas”.

Até que o professor se vê numa encruzilhada. Ao descrever o fascismo italiano desde os seus primórdios, ficam claras as muitas semelhanças entre a Itália de Mussolini e a União Soviética de Stalin. Encurralado pela própria incoerência, ele então se sai com uma análise etimológica da palavra “totalitarismo” que, para João Quartim de Moraes, não se aplica ao regime soviético porque foi “inventada nos laboratórios ideológicos do imperialismo estadunidense”. Sendo mais específico, por Hannah Arendt, que ele chama de “cientista política do dólar”.

2ª aula: Mas e o certificado?
Dia novo, aula nova. Mas os clichês são os mesmos. A simpática Márcia Carneiro, professora no departamento de história da UFF, vai falar sobre “O integralismo de ontem e hoje”. A ideia dos organizadores foi certamente a de associar Jair Bolsonaro a Plínio Salgado, líder do integralismo, visto por muitos como uma espécie de fascismo tupiniquim. Mas algo dá errado.

Porque Márcia Carneiro é uma apaixonada pelo assunto. Ela conta que estudou história justamente porque a avó era integralista. Seus olhos brilham de entusiasmo – não só pela história familiar, mas também pelos próprios ideais integralistas que ela deveria estar rejeitando. O carinho com que a professora trata o assunto não passa despercebido pelos alunos que, no chat, começam a reclamar da falta de críticas mais enfáticas ao integralismo.

Neste dia a aula começa com 4 mil alunos. Muitos dos quais não estão ali para aprender, mas para ensinar a professora. Quando Márcia Carneiro diz, por exemplo, que o integralismo não era racista, os alunos se revoltam. Começam a reclamar da didática. Que a professora fala rápido demais. Essas coisas.

A professora fala, fala, fala. E qualquer semelhança com os dias atuais vai ficando cada vez mais distante. Até que ela é obrigada a recorrer, novamente, às intenções. “O bolsonarismo seria um integralismo piorado”, diz ela, sem explicar o motivo, mas finalmente arrancando aplausos dos alunos – que, aliás, não param de perguntar do certificado.

Por fim, a única associação que Márcia Carneiro consegue fazer entre o integralismo e os dias de hoje é subjetiva. “A extrema-direita já teve intelectuais muito bons. Não eram como os de hoje”, diz ela, se rasgando em elogios a Miguel Reale – pai de um dos autores do impeachment contra Dilma Rousseff.

Para os alunos, isso é um absurdo. Além de exaltar a inteligência de um intelectual “fascista”, a professora não lhes dá nada que justifique o desejo revolucionário, violento e antidemocrático antifa.

3ª aula: Problemas técnicos
A terceira aula, intitulada “Fascismo e neofascismo no século XXI”, seria ministrada por Fábio Palácio, doutor em Ciência da Comunicação pela ECA/USP, Professor de Jornalismo da UFMA e diretor da Fundação Maurício Grabois. Seria, porque problemas técnicos impediram que o saber do professor transbordasse pela YouTubesfera.

Palácio tenta falar, mas áudio e vídeo falham. A única coisa que deu para escutar é que Trump é representante do neofascismo. A “mestre de cerimônias”, toda constrangida, pede desculpas. O intérprete de libras fica de mãos abanando. A transmissão é interrompida e sou obrigado a ver vídeos que falam da União da Juventude Socialista. No chat, os alunos dão dicas para resolver o problema. “Tira o computador da tomada e liga novamente”, diz um. “Tira o fone de ouvido”, sugere outro.

Depois de meia hora de tentativas e fracassos, chega-se a um impasse. A aula será ou não remarcada? Vamos tentar mais uma vez. E outra. E outra. Sem querer, a aula se torna uma alegoria do próprio comunismo, a “experiência que nunca foi posta em prática de verdade”.

4ª aula: “Não se pode ser branco sem ser racista”
A quarta-aula, ministrada em plena noite do Dia dos Namorados, é a mais belicosa de todas. Intitulada “Lições de antiracismo para ser antifascista”, ela é dada por Gabriel Nascimento, da Universidade Federal do Sul da Bahia, para quem “a luta política de hoje é mais difícil” do que no tempo do fascismo.

Para Nascimento, que cita nomes a torto e a direito, sempre enfatizando a raça das pessoas, “brancos não são todos racistas, mas estão num país racista, então são racistas dentro da racialidade”. Entenderam? Nem eu. Incrível perceber como o jargão acadêmico vazio molda o raciocínio dessa intelectualidade que, sem jamais arriscar nada, estimula as pessoas a saírem às ruas e lutarem pelos valores que eles, intelectuais, defendem.

Os 2 mil alunos que assistem à aula comigo ouvem coisas como “a universidade é um espaço brancocêntrico”, “o capitalismo é o gerador do fascismo”, “a democracia burguesa é a mentira do capitalismo”, “o racismo tem origem na Idade Média”, “não há racismo sem capitalismo e não há capitalismo sem racismo” e “miscigenação é eugenia”.

A tudo isso os alunos ouvem expressando concordância entusiasmada. Alguém no chat fala em Thomas Sowell, mas Gabriel Nascimento ignora. Ele prefere dizer que a escravidão no Brasil não acabou por causa da luta dos abolicionistas (“aliados brancos”, no linguajar dele), e sim por causa das insurgências dos escravos. Ou ainda que o humanismo é uma coisa horrível, porque o conceito nasceu na Idade Média, quando os europeus passaram a se considerar “mais humanos do que os outros”. Oi?

A aula termina com o professor dizendo que é impossível ser branco sem ser racista e lendo o poema “Não Vou Mais Lavar os Pratos”, de Cristiane Sobral. O poema fala de uma mulher, talvez uma empregada doméstica, que descobre os livros e, por isso, não vai mais se humilhar lavando os pratos sujos da casa. O que revela bastante dessa esquerda identitária que se afastou dos trabalhadores porque considera o trabalho físico algo indigno.

5ª aula: Populismo judicial
Esther Solano, que ministra a aula “Bolsonarismo e neofascismo”, é socióloga e professora da Unifesp. Mais importante do que isso: ela não ri. Em nenhum momento de sua exposição ela demonstra qualquer tipo de leveza. Compreende-se: para ela, a luta política é séria. É a própria tradução da vida, como ela dará a entender mais tarde.

Na segunda semana do curso, a audiência caiu bastante. Não mais do que 1,7 mil pessoas começam assistindo à aula da professora especializada em antibolsonarismo, para quem o fascismo de hoje é um “fenômeno psicossocial” que se traduz na “política movida pelo ódio e pela aniquilação”.

Os que toleram a aula ouvem que a direita, ou melhor, a extrema-direita é aquela que “não suporta a existência do diferente”. Diante do que eu só consigo pensar nos gulags, na Revolução Cultural chinesa, na Stasi, nos pelotões de fuzilamento da Revolução Cubana – em todas essas pungentes demonstrações de tolerância à diversidade de pensamento que a esquerda nos deu ao longo do século XX.

Para Solano, “todos os apoiadores de Bolsonaro são fascistas, burros ou movidos pelo ódio”. Quais os sinais disso? É evidente. Bolsonaro é “neoconservador e neoliberal” e faz um governo marcado pelo “pauloguedismo”, cuja maior característica é a “retirada de direitos dos trabalhadores”. Mais: Jair Bolsonaro e os “fascistas” só chegaram ao poder depois de uma luta contra a corrupção marcada pelo “populismo judicial”.

O ponto mais interessante da aula foi quando ela, sem demonstrar constrangimento, disse que a “política é maior do que o privado, a família e a igreja”. O problema de Bolsonaro e de seus apoiadores, portanto, estaria no fato de ele querer mudar isso. Ou, nas palavras dela, “promover a ‘privatização da vida’, considerada pelos protofascistas como a solução”.

Diante do que sou obrigado a evocar o célebre lema de Mussolini: “Tudo no Estado, nada contra o Estado e nada fora do Estado”. Será que a professora não percebe? Tento chamar a atenção dela no chat. Nada. Mando pergunta por e-mail. Nada. E, enquanto espero por uma resposta, ainda sou obrigado a ouvir que “o isolamento [por causa da pandemia] é direito, não privilégio”.

Esther Solano ao menos teve coragem de dizer que a esquerda precisa fazer uma autocrítica urgente e se afastar das pautas identitárias. Segundo ela, a aproximação da esquerda com essas questões alheias à luta de classes foi “usada para fortalecer a direita”.

6ª aula: “Elementos de fascistização”
Chego, enfim, à última aula. À proverbial cereja do bolo. Ao ler a ementa da aula “Lições de fascismo e antifascismo”, que pretende apontar “quais lições podemos tirar das experiências de resistência do passado”, imagino estratégias de guerrilha urbana, de propaganda, como montar barricadas sem a ajuda dos pais, essas coisas.

Mas infelizmente sou brindado com um tedioso monólogo lido pelo professor italiano Gianni Fresu, professor de Filosofia Política na Universidade Federal de Uberlândia e (atenção!) membro fundador e Presidente da International Gramsci Society Brasil.

Foi como entrar numa máquina do tempo e voltar para a oitava série, quando ouvia o saudoso professor Valdir falar em colonialismo e imperialismo – conceitos para lá de anacrônicos, mas que, para Fresu, continuam motivando o fascismo por aí.

Ele praticamente repete a aula de João Quartim de Moraes, acrescentando apenas o sotaque que lhe dá um quê de “lugar de fala”. Lá pelas tantas, minha atenção é recompensada pela confissão involuntária de que o “fascismo passou por uma fase esquerdista nacionalista”. Aguço os ouvidos, na esperança de que finalmente ouvirei um professor falar das incríveis e explícitas semelhanças entre o fascismo e o comunismo. Mas não foi dessa vez.

Ecoando novamente a primeira aula, Fresu diz que “Bolsonaro não é fascista, mas tem elementos de fascistização”. Ou seja, tudo aquilo contra o que os antifas lutam existe, se existe, no mundo das intenções, das aparências, da realidade acadêmica que, como sabemos, é uma fantasia à parte.

Velhos clichês
E assim termina o curso “Entenda o Fascismo para ser Antifascista”, promovido pela União da Juventude Socialista. A principal lição que aprendi foi a de que os velhos clichês esquerdistas que faziam a cabeça da juventude quando a minissaia era um escândalo e antes da queda do Muro de Berlim continuam por aí, recitados desavergonhadamente por intelectuais que acreditam que o papel do Estado é o de regular as relações humanas. Exatamente como o fascismo.

Como bônus, aprendi ainda que, na condição de homem branco, sou inerentemente racista e, por consequência, fascista. E que o capitalismo, que tirou milhões de pessoas da pobreza ao longo do século XX, é uma invenção dessa gente má que insiste em defender o direito à vida privada.

Ah, sim, e que Jair Bolsonaro não é fascista nem vivemos num regime fascista. Mas ele anda e fala e provavelmente pensa como fascista. Por isso todos os que estão ocupados em trabalhar e ganhar a vida honestamente e não saem às ruas para lutar contra o fascismo são, na verdade, fascistas.