domingo, 26 de fevereiro de 2017

Sociedade paga a conta do dirigismo de Lula e Dilma

OPINIÃO

Sociedade paga a conta do dirigismo de Lula e Dilma

A intervenção no setor elétrico deixou uma fatura adicional de dezenas de bilhões a ser paga pelo consumidor; mas a pior herança é a recessão, com seus efeitos

POR EDITORIAL

23/02/17 - 00h00 | Atualizado: 23/02/17 - 00h00

Orastro de ruínas deixadas pelo experimentalismo da política econômica heterodoxa do lulopetismo é extenso. Com a dramática particularidade de que, ao contrário dos tornados, os danos persistem e crescem durante muito tempo. A parte principal da conta remetida ao povo brasileiro pela política dirigista do “novo marco macroeconômico” — cujas estacas foram fincadas no segundo governo Lula, com Dilma Rousseff na Casa Civil — levará muito tempo para ser resgatada. A desastrosa obra foi concluída pela própria Dilma no Planalto, e lhe custou o mandato no início do segundo governo.

Foi o pior ciclo de crise econômica da História da República, instaurado na estagnação de 2014, estendendo-se ao biênio seguinte de recessões acima dos 3% ao ano, responsáveis pela demissão de mais de 12 milhões de pessoas no mercado formal de trabalho, com todos os dramas pessoais decorrentes de uma tragédia social dessa envergadura.

Soube-se na terça-feira, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que aquela filosofia de gestão econômica aplicada por Dilma neste setor produziu uma fatura de R$ 62,2 bilhões ainda a ser paga pelos consumidores.

É no que deu a ideia dirigista, aplicada para, a partir de 2012, cortar em 20% as contas de luz. Dois anos depois, a presidente se reelegeria. Mas aumentos de custos em geradoras e distribuidoras, escamoteados por meio de subsídios do Tesouro para tudo resistir até as urnas, vieram à tona, e não houve alternativa a não ser um tarifaço — alertado sucessivamente na imprensa profissional.

Vendida ao eleitorado como exímia gestora, com lastro na experiência acumulada na área elétrica, Dilma Rousseff interveio no setor, por meio de medida provisória, para, numa acrobacia regulatória, exigir de concessionários a redução nas tarifas em troca da renovação de contratos.

Estatais sob controle de governos de oposição (São Paulo e Minas) não aceitaram a prestidigitação, e, para agravar tudo, veio a seca. Com isso, as termelétricas, de custo operacional mais elevado, tiveram de funcionar durante muito tempo. Mais custos ficaram reprimidos, mas nem assim houve recuo.

Nem o tarifaço foi suficiente. Ativos das empresas não foram remunerados como deveriam. Assim, sobraram ainda estes bilhões a serem distribuídos pelas contas de luz até 2025. É o exemplar irretocável de um “esqueleto” fiscal, como aqueles deixados nos armários da contabilidade pública pela ditadura militar, mantidos no início da redemocratização e só descobertos no Plano Cruzado. Pois eles voltaram a ser criados na fase populista do lulopetismo — excluindo quase todo o primeiro mandato de Lula.

O PT, infelizmente, voltou a ser PT em política econômica, e o resultado é que a sociedade mais uma vez terá de arcar com despesas ocultas deixadas nesses armários por salvacionistas.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

A Petrobras não é uma vergonha. Vergonha é o que fizeram com ela (07/02/2015)

A Petrobras não é uma vergonha. Vergonha é o que fizeram com ela (07/02/2015)

Dilma, Lula e seus companheiros passaram ao largo da denúncia de que o PT recebeu em 10 anos US$ 200 milhões em propina, segundo o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco

07/02/2017 - 13h00

Ricardo Noblat

O PT nasceu há 35 anos à sombra da Igreja Católica, cuja doutrina aconselha o sacrifício para redimir os pecados. Talvez derive disso a vocação do partido para vítima.

Ele não se fez de vítima enquanto esteve na oposição. Sempre foi para cima. Seu ativismo abriu caminho para que relativamente em pouco tempo chegasse ao poder.

Desde então com sua credibilidade minada por sucessivos escândalos, o PT foi sendo empurrado para o canto do ringue. E só enxergou na vitimização sua única saída.

Experimente criticá-lo. Ele se dirá vítima de ataques.

Experimente expor suas contradições. Ele se dirá injustiçado.

Experimente apontar seus erros. Ele dirá que os outros erram, mas que somente ele apanha.

A presidente Dilma Rousseff incorporou, ontem, o discurso do PT. Na festa pelos 35 anos do partido, em Belo Horizonte, disse a certa altura do seu discurso:

- Nós temos força para resistir ao oportunismo e ao golpismo, inclusive quando se manifesta de forma dissimulada. Estamos juntos para vencer aqueles que tentam forjar catástrofe e flertam com a aventura.

Forjar catástrofe...

Qual catástrofe? A da desvalorização acelerada da Petrobras? Mas quem foi responsável por isso?

Flertar com a aventura...

Deve estar se referindo ao risco de impeachment. Quem disse que impeachment é aventura? Está previsto na Constituição, ora.

Dilma, Lula e seus companheiros passaram ao largo da denúncia de que o PT recebeu em 10 anos US$ 200 milhões em propina, segundo o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco.

E Dilma ainda disse:

- Se tiver erro, aqueles que erraram que paguem pelos erros, mas temos de preservar a história de nosso partido e do meu governo e do presidente Lula. A Petrobras não pode ser colocada como uma vergonha do Brasil.

Dilma não ensinou como “preservar a história” do PT, do governo dela e do governo de Lula. Deve ser rebatendo todas as críticas, suponho. Quanto a Petrobras não poder ser colocada como vergonha do Brasil... De acordo.

Não pode e não deve. A Petrobras não é culpada pelo que fizeram com ela. Vergonha do Brasil são seus algozes.

Que respondam diante da Justiça por seus crimes.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Empresário de estimação - Mary Zaidan

Mary ZaidanÉ jornalista. E-mail: zaidanmary@gmail.com Twitter: @maryzaidan

POLÍTICA

Empresário de estimação

29/01/2017 - 01h25

Em março de 2010, o ranking de bilionários da revista Forbes anunciava um feito extraordinário: Eike Batista subira 53 posições em apenas um ano, tornando-se o oitavo homem mais rico do mundo. Um vencedor, um exemplo - “nosso padrão, nossa expectativa, o orgulho do Brasil”, segundo a ex-presidente Dilma Rousseff.

O então megaempresário, que já criara constrangimentos ao petismo – além de dívidas impagáveis que todos os brasileiros já estão pagando -, quebrou um ano depois dos elogios de Dilma. Agora, diante de um mandado de prisão, é uma bomba que pode detonar a qualquer momento. Daquelas que o alto comando petista preferia ver protegida pela cidadania alemã de Eike.

Assim como tudo que se refere a Eike, a história de sua prisão também é megalômana, digna de best-sellers. Envolve política e corrupção, milhares de dólares, ouro, fuga, dupla nacionalidade, Interpol. 

Alvo da operação Eficiência da Polícia Federal, Eike foi delatado por dois doleiros aos procuradores da Lava-Jato, no Rio de Janeiro. Apurou-se que ele pagou US$ 16,5 milhões de propina ao ex-governador Sérgio Cabral, hoje na penitenciária de Bangu. A transação teria sido feita em 2011, por meio de uma triangulação entre bancos do Panamá e do Uruguai, maquiada por um contrato de venda de uma mina de ouro.

Dois dias antes de o mandado de prisão ser expedido, Eike embarcou para os Estados Unidos – a negócios, segundo seus advogados – usando seu passaporte alemão. Simplesmente espetacular.

Como se sabe, Eike não está só.

Trazê-lo à tona pode fazer com que a Lava-Jato encaixe mais peças no sofisticado quebra-cabeça que tem revelado a institucionalização da corrupção no país desde as primeiras incursões do mensalão, vista hoje como um ensaio de amadores.

As palavras dele podem corroborar com informações coletadas em arquivos e delações de dirigentes de outras empresas pagadoras de propinas. Dinheiro farto para engordar campanhas eleitorais, assegurar maioria parlamentar, rechear bolsos, garantir conforto e delícias de inescrupulosos.

Mesmo que Eike nada fale, só a expedição do mandado de prisão escancara a criminosa associação da corrupção com a política de campeões nacionais, cuja conta, estima-se, supera R$ 200 bilhões, só no BNDES.

Dinheiro que garantiu o posto de homem mais rico do Brasil para Eike e fez a fortuna de escolhidos de Lula e Dilma. Dinheiro que não financiou milhares de empreendedores capazes de amenizar a crise e o desemprego. Dinheiro que está sendo pago por todos os brasileiros.

A lista dos amigos campeões não é extensa. São empresas frequentes no rol de escândalos ou de grandes devedores. Ou nos dois.

Nela, incluem-se empréstimos à criminosa confessa Odebrecht, à Friboi, enrolada com o José Carlos Bumlai, amigo de Lula, à Fibria e à Lactos Brasil. Também está a falida megaoperadora de telefonia Oi, que manteve negócios suspeitos com a Gamecorp de Fábio Luís, filho de Lula. E instalou uma estação de rádio base (Erb), antena exclusiva próxima ao sítio de Atibaia que Lula garante que não é dele, mas que, como no lobo da história infantil, tem olhos, focinho e boca que remetem ao ex.

Eike conseguiu torrar R$ 20 bilhões do BNDES.

Cinco meses depois de frequentar pela primeira vez o top ten da Forbes, o empresário de estimação do PT, a quem Lula conferiu privilégios de interlocução antes mesmo de fazer o seu primeiro discurso na ONU, arrematou em um leilão beneficente o terno que o ex usou na posse, em 2003. Pagou R$ 500 mil.

Queria moldar a imagem de empresário do bem. E, assim como Lula, usou o chapéu alheio.

Eike Batista (Foto: Reuters)

 

TAGS:políticaLava-JatoDilma Roussefflula'lava jatorio de janeirocorrupção.lava jato.Eike Batistasergio cabralgrupo xoporeção eficiêncialula!corrupçãoBNDES

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Westworld

http://m.eldiario.es/cultura/series/pistas-perderte-laberinto-Westworld_0_588291355.html

SERIES

Cinco pistas para no perderte en el laberinto de 'Westworld'

 La ambiciosa apuesta de HBO se ha descubierto como el relevo de Perdidos por sus abrumadores giros de trama y las constantes teorías de los fans

 La filosofía y la política están presentes como un personaje más de Westworld y nos ayudan a entender el nuevo fenómeno televisivo de inteligencia artificial

Anthony Hopkins como el Dr. Ford en 'Westworld'

Por Mónica Zas Marcos10 dic 201620:48

Lo hemos conseguido. Hemos alcanzado el centro del laberinto de Westworld que nos mantuvo en vilo durante diez capítulos. Si aún se encuentra dando tumbos con el Dr. Ford, Dolores o el programador Bernard, le recomendamos que no siga y amenice la espera con nuestro análisis de por qué la nueva apuesta de HBO es un digno homenaje a Alan Turing.

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Decía Umberto Eco que la mente es un laberinto en el que nosotros somos el propio minotauro. Dentro se hallarían nuestros miedos, contradicciones internas y nuestra infinita capacidad de error. Es decir, todo lo que nos hace humanos. La teoría del filósofo italiano tomaba forma en el mayor secreto de la serie de HBO: the maze (el laberinto). Durante los primeros nueve episodios nos hicieron creer que los anfitriones debían encontrar la salida para liberarse del yugo humano. Pero en el último capítulo descubrimos que el enigma del laberinto era solo un juguete para tener al público entretenido.

Mientras que nos perdíamos junto al Hombre de Negro entre sus pasillos, los robots despertaban de su letargo para cobrarse una venganza muy sangrienta. Durante años los humanos les han sometido a todo tipo de canalladas con la tranquilidad de quien no recibirá un castigo. Con la confianza de que su víctima no recordará el sufrimiento de las violaciones, los infanticidios o las mutilaciones. Pero ese no era el objetivo del parque temático que construyeron el Dr. Ford y su socio Arnold Weber.

"Creía que las historias nos volvían más nobles, arreglaban lo que estaba roto en nosotros y nos convertían en la persona con la que siempre hemos soñado. Mentiras que revelaron una verdad más profunda", dice el personaje de Anthony Hopkins en el discurso previo a la masacre. El lugar donde los clientes pagaban por encontrar su versión más intrépida y aventurera, terminó convirtiéndose en una anarquía del terror.

Por eso Ford, superado por la culpa, ha devuelto el control de este Lejano Oeste a sus primeros habitantes. La revolución de los robots contra los humanos ha tardado 35 años en tomar forma, pero solo es el comienzo de una nueva narrativa que deja paso a otras mil preguntas. ¿Son los anfitriones ahora más conscientes que antes? ¿O solo han sido programados para liarse a tiros contra los huéspedes y pretender así que lo son?

Nuevos misterios que tendrán que esperar hasta 2018 para ser resueltos. Mientras tanto, aquí van cinco pistas para revivir los momentos más desconcertantes de Westworld. ¿Era todo tan inesperado como parecía?

Las líneas temporales

El uso del tiempo ha sido una de las bazas más inteligentes de la serie en su primera temporada. Los flashbacks no se anunciaban con un rótulo con la fecha o tiñendo la imagen con un filtro sepia, sino mediante los pequeños detalles. La evolución del logo del parque, los distintos escenarios o la desaparición de ciertos personajes en las tramas invitaban a pensar que no se trataba de una sola línea temporal. Pero el aspecto inalterable de los robots (sin contar algún cambio de modelito) ayudaba a dar esta ilusión de continuidad.

Al final descubrimos que había más que un pasado y un presente: eran tres líneas narrativas intercaladas en un mismo montaje. La primera la protagonizan Dolores, la primera anfitriona de Westworld, y el socio fundador, Arnold (no confundir con Bernard). Sus conversaciones se dan en la fase de prueba del parque y es cuando Arnold descubre que los robots "están vivos" -como él dice- y que pueden alcanzar la conciencia a través de un viaje interior por el laberinto de su mente.

La segunda tiene lugar poco después de que el parque haya abierto sus puertas, cuando un joven llamado William llega arrastrado por su odioso cuñado. Allí conoce a Dolores y se enamora profundamente de ella. Tanto, que sus ansias por encontrarla nublarán su juicio y le transformarán en un ser obcecado y sin compasión. La última tiene lugar treinta años más tarde, en un impreciso presente, y es donde los anfitriones empezarán a mostrar los primeros síntomas de autonomía. 

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Los ensueños 

Los huéspedes que van a Westworld pagan por una realidad inmersiva. Por que la prostituta finja (o sienta) el deseo auténtico y que su víctima suplique antes de meterle una bala entre los dos ojos. Eso solo puede ocurrir si los robots recuerdan el placer o el miedo que han sentido con anterioridad, lo que en el laboratorio del parque llaman reveries (ensueños).

"Imagina lo jodidos que estarían si estos pobres recordaran lo que les han hecho los clientes. Por eso les damos pesadillas", dice uno de los técnicos. En un principio pensamos que este cambio introducido por el doctor Ford sirve solo para convertir a las máquinas en seres más reales. En el capítulo  The Bicameral Mind, sin embargo, los ensueños se revelan como una forma de "conocer al enemigo", según le dice Ford a Bernard. Sin el recuerdo de esas experiencias dolorosas, jamás estarían preparados para la revolución.

El laberinto de la conciencia

"¿Recuerdas?", repite una y otra vez la voz de Arnold a Dolores. El título del último episodio de la serie no es fortuito. La doble cámara, o bicameralism, es una teoría psicológica para describir la mente dividida entre la parte que habla y que transmite la memoria, y la parte que obedece. Cuando el fundador de Westworlddescubre que sus criaturas van a ser conscientes de las atrocidades del parque, decide implantarles un resorte que les anime a confrontarse y a luchar.

Esa voz, junto a las ensoñaciones de Ford, serán las pistas que les guíen por el laberinto de su propia mente. Para que los robots alcancen el mayor estadio de autonomía necesitan tiempo y dolor. Como en el budismo, toda su existencia es sufrimiento y "dolor porque el mundo no es como quieres que sea". Ford le explica a Bernard que cada anfitrión necesita una backstorydesgarradora para alcanzar su despertar. La de Bernard es la de su hijo enfermo (heredada de la realidad de Arnold), la de Maeve es el asesinato de su niña a manos del Hombre de negro, y la de Dolores es la culpa por haber matado a Arnold.

La conciencia ya no se descubre como una pirámide donde el primer paso es la memoria, después la improvisación y por último el control absoluto de la mente artificial. Es un laberinto en el sentido de que cualquier robot puede quedarse atrapado en los traumas del pasado sin saber cómo llegar al centro. Por eso es tan importante la voz que les guía, que no es ni Arnold ni Ford, sino ellos mismos. El secreto, "el don divino", está dentro de la mente de los anfitriones, como ya dibujó Miguel Ángel en La creación de Adán.

La matrioska de personajes

El laberinto no era el único pasatiempos que mantenía ocupada la cabeza de los espectadores. Había tres personajes cuya naturaleza y obsesiones copaban titulares y las teorías conspiranoicas de los mayores fans. Eran Arnold, el Hombre de Negro y Wyatt. ¿Cómo es posible que hubiésemos llegado al sexto episodio sin saber nada más de ellos?

La respuesta residía en que los estábamos viendo continuamente en la pantalla. El programador estrella del parque, Bernard, era en realidad un robot creado a imagen y semejanza de Arnold, el socio misterioso de Robert Ford. El Hombre de Negro resultó ser el bueno de William en su versión más escéptica y desgastada. Y, por último, el personaje de Wyatt se convirtió en uno de los mayores giros del ultimo capítulo al descubrirse que era la némesis de Dolores. Esa parte de la mente que subleva a la damisela en apuros y la pone en modo asesina. 

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Bernard, el programador estrella de 'Westworld'

El juego del despiste

Jonathan Nolan y Lisa Joy han conseguido mantener una cuota de atención pública que pondría a salivar a cualquier productora. Con sus trucos de personajes dentro de personajes y sus vaivenes temporales, Westworld ha desafiado las reglas de la ficción televisiva como una serie sobre la propia calidad de las historias. Pero, ¿ha jugado limpio durante toda la temporada?

Hay multitud de tramas que se han quedado colgadas por el camino y que no parece que vayan a volver a tener su minuto de gloria. El pasado de Teddy como guardia confederado, la mujer de los zapatos blancos que siempre recuerda Bill o la familia robot secreta de Ford son despistes pasajeros. Como la serie rompe con la narración típica de causa-efecto, los guionistas han podido cambiar de prioridades en función del momento.

No obstante, el colofón de la serie cumple con su tarea y deja al público encantado con la posibilidad de un Samurai World y brindando por el grandioso relevo de Perdidos. Como decíamos, aún quedan preguntas por resolver, pero de momento nuestra conclusión no ha variado: Westworld sigue siendo la mejor serie de la temporada

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The naked communist

http://linkis.com/www.alertatotal.net/8kDyv


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Carlos I. S. Azambuja

Um livro escrito em 1958 "The Naked Communist" - "O Comunista nu" do autor Cleon Skousen (ex-agente do FBI) mostra os passos da agenda para perverter e transfigurar os valores da sociedade para a implantação do regime comunista.

O livro aponta 45 metas comunistas a partir de 1958 cujo propósito é subverter a sociedade americana por dentro, e também está sendo cumprido à risca em todos os países que estão sendo alcançados num processo revolucionário mundial. Veja apenas alguns dessas metas. As mais macabras !

Meta nº 03: Desenvolver a ilusão de que o desarmamento total dos Estados Unidos seria uma demonstração de superioridade moral.

Meta nº 17: Tomar o controle das escolas. Usá-las como meio de transmissão para o socialismo. Suavizar o currículo. Tomar o controle das associações de professores.

Metas nº 20 e 21: Infiltrar na imprensa. Tomar o controle de postos-chaves no rádio, TV e cinema.

Meta nº 24: Eliminar todas as leis que regem a obscenidade chamando-as de "censura", e uma violação da liberdade de expressão e de imprensa.

Meta nº 25: Quebrar padrões culturais de moralidade, promovendo a pornografia em livros, revistas, filmes e televisão.

Meta nº 26: Apresentar a degeneração e promiscuidade homossexual como "normal, natural, saudável." O autor alegou que os comunistas procuram incentivar a prática da masturbação.

Metas nº 27: Infiltrar as igrejas e substituir a religião revelada pela religião "social". Desacreditar a Bíblia enfatizando a maturidade intelectual que não necessita de uma "muleta religiosa".

Meta nº 28: Eliminar a oração nas escolas, alegando que ela viola o princípio da "separação entre Igreja e Estado."

Meta nº 32: Apoiar qualquer movimento socialista para controle central sobre qualquer aspecto da cultura - educação, entidades sociais, programas de bem-estar, clínicas de saúde mental -, etc.

Meta nº 38: Transferir alguns poderes de prisão da polícia para entidades sociais. Tratar todos os problemas comportamentais como desordens psiquiátricas que ninguém senão psiquiatras podem compreender ou tratar.

Meta nº 40: Desacreditar a Família como uma instituição. Encorajar e promiscuidade e o divórcio fácil.

Meta nº 41: Enfatizar a necessidade de criar os filhos longe da negativa influência dos pais. Atribuir: preconceitos, bloqueios mentais e retardo de crianças à influência supressiva dos pais.

O Comunismo está morto?

O mito comum é que o comunismo está morto; no entanto, há mais membros de partidos comunistas hoje no mundo do que jamais houve.

Uma coisa que os comunistas estão fazendo em todo o mundo é não usar esse nome, haja vista a experiência histórica horrível de genocídio, ditaduras e fomes causadas em vários lugares do mundo; por isso, agem sob uma variedade de nomes, exemplos: Forças Democráticas, Progressistas e etc.

Enquanto todo mundo está dizendo que o comunismo morreu, ele vive em grande parte da África, ressurgiu na África do Sul, nas Américas do Sul e Central. Hoje são países comunitas: China, Cuba, Coréia do Norte, Vietnã, Rússia; é muito forte na Europa Oriental e na União Européia; enfim, é forte em quase todos os países do mundo.

Por que algo comprovadamente maléfico se alastra facilmente no mundo?

Whitaker Chambers disse que o comunismo é bem-sucedido porque a maioria das pessoas que promovem causas comunistas, não são comunistas. "Os idiotas úteis" como Lenin os chamava, dão um ar de legitimidade que nunca teriam se fossem identificados como comunistas. O comunismo também se utiliza de movimentos sociais (financiados por capitalistas) para fazer pressões nos governos locais com intenção em mudanças de leis; também subverter a ordem pública com protestos e convulsões sociais, dando a impressão de que o atual regime não está dando certo e que são necessárias mudanças "para melhor"atender  aos "anseios" do povo. 

Engana-se quem acha que o comunismo acabou com a derrubada do muro de Berlim; o que ele não conseguiu através das armas e violência, hoje consegue por meios pacíficos, transfigurando cenários e valores de dentro pra fora. E o que deixa todo o planeta em maus lençóis, é que não existe nenhuma oposição centrada e capacitada com recursos intelectuais e financeiros... O futuro é sombrio ao ver esse sistema tirânico estender seus tentáculos em todo mundo e alcançando até as almas das pessoas sem que elas percebam. 

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

Jorge Serrão às 08:38:00

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A vida dos presos da Lava Jato

http://linkis.com/epoca.globo.com/poli/WUJ2J

O Brasil.caiu na mão de quatro grandes grupos.criminalmente organizados.

http://luizflaviogomes.com/o-brasil-caiu-nas-maos-de-quatro-grandes-grupos-criminalmente-organizados/

    

ARTIGOS

Cidadania Vigilante , Conteúdo Jurídico , Fim do político profissional , Opinião 5 de janeiro de 2017

O Brasil caiu nas mãos de quatro grandes grupos criminalmente organizados

1

Depois de 516 anos de cleptocracia (de roubalheira do dinheiro público canalizado para os bolsos de poucos), o Brasil caiu nas mãos de quatro grandes grupos criminalmente organizados. Não há brasileiro que escape dos efeitos nefastos seus crimes.

Juntos, eles constituem um “Estado” paralelo ao Estado (oficial). Grandes parcelas das populações (presas e em liberdade) estão diretamente submetidas ao “Estado paralelo”, diante da omissão do Estado oficial, que já não reage mais. Está entrando em colapso.

Não há santos em nenhum dos quatro grupos de crime organizado que estão massacrando o Brasil. A população, no entanto, sabe muito pouco sobre eles, que são os seguintes:

(1) crime organizado privado (PCC, CV, FDN etc.): atuam, fundamentalmente, na distribuição e venda de drogas e podem até contar com o auxílio de agentes públicos (policiais, por exemplo), mas o comando da organização é particular (é dos chefes de cada facção); trata-se de um crime organizado que tem faturamento na casa dos milhões (somente o PCC fatura anualmente algo em torno de R$ 200 a R$ 300 milhões por ano – ver Folha, Veja etc.).

Só de propinas no Brasil, para se ter uma ideia comparativa, a Odebrecht pagou (de 2006 a 2014) R$ 1,9 bilhão, para uma contrapartida em contratos de R$ 7,2 bilhões, segundo o Departamento de Justiça dos EUA. No mesmo período, em doze países (Brasil, México, Guatemala, Equador, Colômbia, Peru, Argentina, Panamá, República Dominicana, Venezuela, Angola e Moçambique), a Odebrecht pagou R$ 3,4 bilhões em propinas e lucrou R$ 11,4 bilhões (Veja, 28/12/16).

O PCC, copiando o modelo de capitalismo à brasileira praticado pelos donos cleptocratas do poder, que dominam a economia por meio dos seus monopólios, oligopólios e carteis, está pretendendo monopolizar nacionalmente o tráfico, a distribuição e a venda de drogas.

A resistência é feroz (como, por exemplo, a da Família do Norte – FDN – em Manaus, do Comando Vermelho na favela da Rocinha no RJ etc.), porque a violência é a linguagem desses grupos. A violência está para esses grupos como a fraude, o conluio e o enriquecimento indevido está para os demais.

O massacre de Manaus (como outros tantos que têm ocorrido e vão ocorrer no Brasil) foram previstos por uma Comissão de prevenção à tortura (em 2015). Nada mais sensibiliza o Estado anestesiado e colapsado. Na quase totalidade dos assassinatos do país o que se nota é a ausência absoluta do Estado oficial.

(2) crime organizado por agentes da administração pública (dentro do INSS, por exemplo, para recebimento fraudulento de pensões; dentro das policias, dentro das auditorias fiscais etc.). Esse tipo de crime organizado (bastante disseminado, como comprovas inúmeras operações da PF) pode até ter alianças com particulares, mas o comando das ações é dos funcionários públicos (agentes públicos); não há notícia sobre o faturamento anual total desses grupos.

(3) crime organizado empresarial: na operação Zelotes apura-se o pagamento de propinas por empresas que “compravam” decisões tributárias favoráveis no órgão recursal respectivo (Carf) para se livrarem do pagamento (totalmente ou parcialmente) de milionárias autuações fiscais.

Incontáveis e poderosas empresas (Grupo Gerdau, Banco Safra e Hyundai/Caoa, citados pelo O Globo: 27/3/15; Bradesco, Santander, BTG Pactual, Bank Boston, Ford, Mitsubishi, BR Foods, Petrobrás, Camargo Corrêa, Light, Grupo RBS, Embraer, Coopersucar, Cervejaria Petrópolis, Évora, Marcopolo, Nardini Agroindustrial, Ometto, Viação Vale do Ribeira, Via Concessões, Dascan, Holdenn, Kaneko Silk, Cimento Penha e C. Prestadora de Serviços mencionados pelo Estadão: 28/3/15) teriam gerado desfalque de R$ 19 bilhões de reais ao fisco.

(4) crime organizado político-partidário-empresarial: é fruto do conluio entre a economia e a política; é composto, tal como tem nos revelado diariamente a Lava Jato, de políticos – deputados, senadores, governadores, presidentes etc. -, de setores dos antigos partidos assim como de empresários picaretas integrantes da cleptocracia brasileira, que são precisamente os donos cleptocratas do poder saídos das elites dirigentes.

É absolutamente incalculável o desfalque que essa criminalizada organizada gera para o país. Somente na Petrobras o rombo teria sido de R$ 6 bilhões, consoante dados do balanço da empresa (ou de 42 bilhões, como informa a PF).

Quem dolosamente integra esses grupos organizados praticando crimes são bandidos convictos ou quadrilheiros da República.

Esses quatro grupos organizados estão roubando e matando os brasileiros e o país. Matam dentro e fora dos presídios. Alguns decepam as cabeças inimigas nas celas, outros roubam o dinheiro público e matam gente invisível na fila do INSS, dentro dos hospitais ou nas periferias do arcaico Brasil.

As instituições da área da segurança/Justiça revelam-se cada vez mais incapazes para enfrentar o crime organizado, que está corroendo as bases do Estado, paradoxalmente inventado para dar segurança a todos (consoante Hobbes).

O avanço de todos os crimes organizados no Brasil (compostos de traficantes, estupradores, homicidas, ladrões do dinheiro privado, barões ladrões do dinheiro público – que são os donos cleptocratas do poder -, empresas que fazem da corrupção a alavanca para o crescimento das suas fortunas etc.) demonstram a crise e, às vezes, até mesmo o colapso das instituições brasileiras, cada dia mais perdidas em suas funções.

O Estado brasileiro (que deveria controlar o crime) perdeu o comando dos presídios e já não consegue deter a ação dos quatro grupos de crime organizado mencionados. A sua reação é limitada e nitidamente omissiva (em 2016 cortou 85% das verbas para a construção de presídios, apesar da existência de um déficit de quase 300 mil vagas –Folha).

Depois de cinco séculos de cleptocracia (de roubalheira do dinheiro público para o bolso de poucos), a conta está chegando na forma de massacres (que o Estado falido não consegue impedir), de epidemias difusas, de devastações dos serviços públicos, de salários atrasados, de aniquilações da capacidade do Estado de reagir.

Solução? Só com novas lideranças transparentes, comprometidas, honestas e competentes (eticamente saudáveis) o Brasil pode ter outra cara. Velhas lideranças do clube dos donos cleptocratas e corruptos do poder só sabem fazer mais do mesmo. Esse desgastado modelo de fazer política, de tocar partidos e de ser empresário parasita do Estado se exauriu. Seu prazo de validade venceu. O Brasil precisa ser reconstruído, reinventado. Mas isso não vai acontecer enquanto insistirmos no arcaico, no ultrapassado.