terça-feira, 18 de junho de 2013

Contra a Copa

Amanhã teremos com certeza mais manifestações pacíficas e democráticas contra a Copa do Mundo. Com certeza, pois podemos contar com a coerência dessa juventude bacana que taca pedra na polícia e bota fogo nos prédios e carros que ficam no seu caminho.
Quero ver a manifestação, mas tem que ser bem na hora do jogo da Seleção.
Depois, não vale.

Que lindo!

Foi muito bonito ver ontem os manifestantes protestando na avenida e nas ruasdo Rio. Fiquei emocionado em ver aqueles meninos e meninas saudáveis e destemidos, jogando pedras na polícia, depredando caixas eletrônicos, virando carros, botando fogo na Assembleia Legislativa do Rio. Ah, que bom que a polícia truculenta está proibida de usar balas de borracha contra esses meninos tão bacanas. Essa é a democracia que merecemos.

coturno

Excelente texto do Cmt PMSP

Enxergar qualquer cidadão de coturno como sinônimo de ditadura é preconceito

Benedito Roberto Meira*18/06/2013 - 17h00Qual é o tom da democracia?Temos assistido a diversas manifestações de origem popular mundo afora. Podemos citá-las no Oriente Médio, na Europa, nos Estados Unidos e, mais recentemente, no Brasil.Ora, o direito à manifestação é sagrado num Estado livre e uma aspiração inescapável onde o tentam calar. Seria, portanto, insano opor-se à sua prática na essência.A Constituição Federal nos assegura o direito à manifestação do pensamento, mas assegura também outros direitos, como o de ir e vir, o direito à propriedade, entre outros, tão sagrados quanto o primeiro.Se sonhássemos uma comunidade ideal, governada pela harmonia plena entre os homens e um respeito mútuo integral, manifesto pela liberdade natural, talvez a encontrássemos na ilha "Utopia", de Morus.Entretanto, a História nos mostra que, para as pessoas viverem em sociedade, é necessário o exercício da liberdade civil, sendo esta limitada pela liberdade geral, como nos ensinaria Rousseau em seu Contrato Social.Algumas pessoas parecem esquecer que, num Estado democrático de direito, os indivíduos estão sujeitos a leis que devem regular o convívio harmônico.A Constituição Federal nos assegura o direito à manifestação do pensamento, mas assegura também outros direitos, como o de ir e vir, o direito à propriedade, entre outros, tão sagrados quanto o primeiro.As manifestações de inconformismo nos permitiram chegar até aqui, e, ao longo dos séculos, muitos tombaram por defenderem opiniões, lutarem por direitos. Não é nosso caso hoje. Ninguém necessita tombar por isso.O Brasil é uma democracia jovem e deve caminhar para a maturidade. Contudo, devemos estar atentos aos caminhos escolhidos. As manifestações de inconformismo nos permitiram chegar até aqui, e, ao longo dos séculos, muitos tombaram por defenderem opiniões, lutarem por direitos. Não é nosso caso hoje. Ninguém necessita tombar por isso.Causa-nos profundo lamento que jovens estejam lutando por questões tão desconexas dos verdadeiros anseios da população no todo. Aspectos como legislação penal, lei de execuções penais, entre muitos outros, passam ao largo das reivindicações.

OPINIÃO

'Foi a população de SP que se levantou', diz o Movimento Passe LivreNos idos em que lares são desfeitos em virtude das drogas, crianças e idosos são vilipendiados, pessoas são mortas gratuitamente, queimadas por não terem dinheiro e outras bestialidades, devemos pensar em punições que assustem os criminosos, não apenas os cidadãos de bem.Causa-nos profundo lamento que jovens estejam lutando por questões tão desconexas dos verdadeiros anseios da população no todo.[...] Nos idos em que lares são desfeitos em virtude das drogas, crianças e idosos são vilipendiados, pessoas são mortas gratuitamente, queimadas por não terem dinheiro e outras bestialidades, devemos pensar em punições que assustem os criminosos, não apenas os cidadãos de bem.Essas, como muitas outras, seriam causas afetas a todos nós. Infelizmente, porém, o tom dos protestos restringe-se a passagem gratuita ou inexistência de aumento de preço.O palco das ações não é o que acolha maior número de manifestantes, mas o que promova o maior número de infortúnios aos demais cidadãos. Que ativismo é esse?Quando ouvimos ou lemos opiniões de determinadas personalidades direcionando suas críticas essencialmente à ação da Polícia Militar, recomendando taxativamente nossa extinção, chamando-nos de entulho autoritário, resquício da ditadura, de truculentos e outras monstruosidades, devemos nos perguntar: em que mundo vive essa gente? Em que século?  A longevidade normalmente assegura sabedoria. Entretanto, quando as pessoas se nutrem exclusivamente de estereótipos ao longo de toda a vida, o resultado, por vezes, é outro. Profissionais com o poder da comunicação, e o espaço para exercê-la, deveriam ser mais diligentes quanto ao quilate de brasileiro que se empenham em construir.Enxergar qualquer cidadão de coturno como sinônimo de ditadura e munir-se de todas as forças para demonizá-lo é, antes de tudo, preconceito, algo que deveria ser, por completo, banido.Enxergar qualquer cidadão de coturno como sinônimo de ditadura e munir-se de todas as forças para demonizá-lo é, antes de tudo, preconceito, algo que deveria ser, por completo, banido.Num Estado verdadeiramente democrático, existem leis, e existem mecanismos para serem elas cumpridas, além de órgãos que operem esses mecanismos; entre eles, a Polícia Militar.A Instituição jamais se esquivou de suas missões precípuas, por mais árduas que sejam, tampouco de eventuais erros cometidos, que sempre são apurados e, constatados, reprimidos de forma legal, e rígida.Falhas individuais decorrem de juízo individual, e os indivíduos que compõem nossas fileiras nascem senão da mesma sociedade que com tanta acidez os critica. Se somos defeituosos sendo parte do todo, não seria também o todo defeituoso por igual, como parte sua?  Benedito Roberto Meira é Coronel PM e Comandante-Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo

domingo, 16 de junho de 2013

Idiotas

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Um excelente texto, que diz tudo

Diga-me com quem andas

Quem se manifesta com educação merece proteção, quem vandaliza merece porrada. Simples assim. Fico p da vida com o vandalismo e a violência boçal de uns imbecis que estragam a legitimidade do protesto. Os outros, que vão pacíficos, também têm sua culpa no cartório. Afinal, diga-me com quem andas que te direi quem és.

Vaia

Vaia não quebra vidraça, não joga pedra na polícia e nem incendeia ônibus. Também não tem cheiro, não deforma e nem solta as tiras. É a sandália Havaianas dos protestos. É boa, não machuca e dá o seu recado. 
Gostei da vaia de ontem, antes do jogo da Seleção. Foi uma sonora vaia à nossa presidente. Gostei da vaia mas também reconheço que a Dilma não fez cara feia, ou pelo menos mais feia que a de sempre. Levou a vaia com elegância. Não gosto dela, mas a presidente também marcou seus pontos.

Jackson Five

Fim de semana aqui em casa é quando eu faço o café da manhã e trato da louça. Lavar pratos, xícaras e talheres é bem mais divertido com uma musiquinha. Aí, me esforcei um pouquinho, busquei um aplicativo decente e baixei as músicas dos meus cantores preferidos. Um deles é o Michael Jackson.
Acabei de deixar a pia ao som de Goin´ Back to Indiana, com o garotinho Michael no vocal do Jackson Five. A música é da época em que eles frequentavam a televisão da meninada de quarenta anos atrás.
Passava um desenho do Jackson Five nas manhãs antes da escola. As histórias eram anárquicas, os meninos Jackson metidos em mil confusões e sempre acompanhados da boa música do grupo. A garotada brasileira se divertida com o desenho e certamente a americana também. Isso numa época onde ainda predominava o racismo.
Para mim, os Jacksons contribuíram muito mais para a igualdade racial do que qualquer Martin Luther King ou Malcom X. Eu conhecia os meninos, ouvia sua música e prestava atenção nas suas histórias. Aqueles outros, com seus tantos discursos e ações, esses eu nem sabia quem eram.
Cresci vendo histórias de meninos negros envolvidos em confusões de meninos e fazendo aquilo que a garotada de todas as cores e matizes faziam. Eu, menino branco, me identificava com eles e queria também ser um Jackson Five.
Naquela mesma época a sensação era o Perdidos no Espaço, onde a Família Robinson pulava de planeta em planeta em mil aventuras. Ali, não tinha meninos negros, nem música de qualidade, mas havia o Will, um garotinho da minha idade, corajoso e inteligente para caramba.  Eu também queria ser da família Robinson.
Will Robinson e Michael Jackson eram meninos bem comportados, que sempre faziam o bem, sem prejudicar ninguém. Acho que devo um pouco a eles os princípios que sigo hoje, já homem maduro.  Não gosto de injustiça, racismo e tampouco de baderna e vandalismo. 
Os vândalos de São Paulo certamente não assistiram o Perdidos no Espaço e o Jackson Five. Tenho pena deles.