terça-feira, 30 de julho de 2013

Opção às hidrelétricas é 'sujar' matriz brasileira

Publicado no Globo de 28 de julho de 2013


As usinas hidrelétricas representam cerca de 70% da capacidade de geração de eletricidade no país. Quando os reservatórios estão cheios, chegam a responder por 80% da energia elétrica gerada. Com a conclusão de grandes hidrelétricas na Amazônia (Santo Antônio e Jirau, em Rondônia; Teles Pires, em Mato Grosso; e Belo Monte, no Pará), a participação da energia hidráulica deve aumentar, em termos de capacidade instalada, mas não na efetiva geração de eletricidade. E a razão é que essas usinas estão sendo construídas sem reservatórios de acumulação de água, por restrições ambientais (seria preciso inundar grandes áreas, devido à topografia amazônica), e não funcionarão à plena
potência durante vários meses.
Por isso, a contribuição das usinas térmicas convencionais (incluindo as que queimam biomassa) deve aumentar pouco a pouco. Atualmente a participação dessas usinas na geração é da ordem de 22%, em média, quase no limite de sua capacidade instalada (27% do total). As usinas eólicas também vêm aumentando a participação, mas, até o fim da década, não deverão ultrapassar, ainda, a fatia de 5%.
O próximo leilão de energia futura só deverá contar com a oferta de uma grande hidrelétrica (Sinop). Isso significa que a maior parte da geração prevista para daqui a cinco anos terá de ser preenchida por usinas térmicas convencionais, inclusive a carvão. Mesmo com todo o esforço tecnológico para tornar esse tipo de usina mais limpa, a matriz energética tende a ficar então mais "suja".
Usinas térmicas, convencionais ou nucleares, são necessárias porque, sem reservatórios de acumulação nas hidrelétricas, o Brasil passa a ser mais dependente do regime anual de chuvas. Nos anos com menos precipitação pluviométrica, como aconteceu em 2012, as térmicas são mais acionadas. Tais centrais elétricas podem também ser construídas mais próximas aos centros de consumo, assegurando, assim, maior confiabilidade ao fornecimento de eletricidade.
Portanto, usinas térmicas não se constituem em um "mal" em si. Porém, é possível manter a matriz energética do país mais equilibrada, construindo-se hidrelétricas, com reservatórios de acumulação onde for ambientalmente possível.
O que não é compreensível é a rejeição às usinas hidráulicas na Amazônia. O Rio Tapajós e seus afluentes, por exemplo, têm elevado potencial, e os projetos elaborados para essa bacia foram inovadores. As barragens ficarão em locais isolados, longe de aglomerações urbanas, e terão todos os acessos terrestres fechados quando as usinas estiverem prontas. Por isso, são comparadas a plataformas de petróleo em alto-mar, pois os futuros operadores das hidrelétricas trabalharão como se estivessem "embarcados", sem ter vizinhos por perto, nem mesmo aldeias indígenas, que estarão distantes desse trecho do rio, hoje não navegável. A oposição a elas não é racional.

Bolsa Floresta é exemplo de solução para desmatamento na Amazônia

Não confio no Imazon e nem sou adepto de bolsas miséria, mas o artigo é uma boa notícia.
O texto publicado em https://www.epochtimes.com.br/bolsa-floresta-exemplifica-solucao-desmatamento-amazonia/

O desmatamento da floresta amazônica têm aumentado. Segundo dados recentes publicados pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), no período de agosto de 2012 a junho de 2013, o desmatamento na Amazônia Legal totalizou 1.838 quilômetros quadrados. O Pará foi o principal responsável por estes dados, totalizando cerca de 772 quilômetros quadrados de florestas desmatadas, seguido pelo estado do Amazonas, Mato Grosso e Rondônia.
Além da perda de biodiversidade e de serviços ambientais, o desmatamento da floresta contribui para as mudanças climáticas. O Imazon calculou que 97 milhões de toneladas de emissões de CO2 equivalentes foram liberadas devido ao desmatamento, o que representa 90 % de aumento em relação ao ano anterior.
Neste contexto, estratégias para poder valorizar a floresta em pé e ao mesmo tempo manter a população que vive dela em uma situação digna, são os principais desafios das autoridades. Um exemplo pioneiro e que tem apresentado já resultados concretos é o Bolsa Floresta.
“Tem que estimular a pessoa a ganhar dinheiro com a mata. Este é o cerne da Bolsa Floresta: é investimento na floresta em pé”, disse Virgílio Viana, superintendente da Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e ex-secretário de meio ambiente e desenvolvimento sustentável do Amazonas ao Epoch Times.
Criado em setembro de 2007, este é o maior programa do mundo em extensão, em uma área superior a 10 milhões de hectares, equivalente a  extensão de Portugal. Beneficia atualmente mais de oito mil famílias de 578 comunidades, em 15 Unidades de Conservação (UCs) no estado do Amazonas.
De acordo com Virgílio, após a implementação do programa, 68% dos entrevistados dizem que a vida melhorou.
Além dos ganhos sociais e de renda para a população, o meio ambiente também é beneficiado pelo programa. Quando comparadas taxas de desmatamento entre UCs, as que possuem o Bolsa Floresta, apresentaram menor perdas. ”A taxa de desmatamento onde não tem o programa é de 0,03 %. Onde tem o programa, é 0,008 %. Isto é cerca de 3,5 vezes menos”.
Virgílio explica que os participantes da Bolsa têm que passar por uma oficina prévia onde são trabalhados temas como desenvolvimento sustentável, mudanças climáticas, entre outros. “O trabalho de educação ambiental e apoio à organização de base comunitária são pilares fundamentais do Bolsa Floresta”, aponta. Após a oficina, os participantes são convidados a firmar um termo de compromisso formal, no qual se comprometem com o desmatamento zero em áreas de floresta primária, uso de práticas de prevenção de queimadas e participação na associação de moradores da UC.
O programa Bolsa Floresta é constituído por quatro componentes. A Bolsa Floresta Renda prevê incentivos aos povos e comunidades para produção sustentável. A Bolsa Floresta Social abrange investimentos em saúde, educação, transporte e comunicação. A Bolsa Floresta Associação implica no fortalecimento da associação e controle social do programa. Por fim, a Bolsa Floresta Familiar visa envolver as famílias na redução do desmatamento.
Virgílio ainda aponta que existe já um processo de troca de experiências entre as instituições envolvidas aos programa Bolsa Floresta e o Bolsa Verde, que é outra forma de auxílio que visa reduzir o desmatamento, implementada em 2011 pelo governo Dilma e que possui diferenças ao Bolsa Floresta.
O programa é iniciativa implementada pela FAS, em coordenação com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS) do Amazonas.

Resíduos orgânicos da Amazônia são fontes de biocombustível

O texto é de 29 de julho de 2013 e foi publicado em
 http://www.d24am.com/amazonia/ciencia/residuos-organicos-da-amazonia-sao-fontes-de-biocombustivel/92223


Manaus - A possibilidade de utilizar resíduos amazônicos como matéria-prima para biocombustíveis despertou a curiosidade dos participantes da 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada na capital pernambucana.
O trabalho ‘Prospecção de cepas fúngicas amazônicas para aproveitamento de subprodutos da cadeia produtiva de biodiesel visando compostagem e produção de biocombustível de segunda geração’, que esteve disponível no estande do Governo do Amazonas, foi desenvolvido pela pesquisadora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) Antônia Souza.
A pesquisa é vinculada ao Programa Biocom, que conta com financiamento do governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Estado do Amazonas (Fapeam), e Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq). O projeto já contribuiu com a formação de dois mestres e vários alunos de iniciação científica na região.
Segundo a pesquisadora, foram analisados dez tipos de resíduos da região, entre eles a casca e o caroço do cupuaçu, a casca e a semente do maracujá, as cascas da macaxeira, do urucu, do coco, do guaraná, resíduos de pau-rosa e o bagaço da cana-de-açúcar. Os levantamentos foram realizados nos municípios de Maués, Barcelos e Presidente Figueiredo.
“O trabalho identificou três linhagens de micro-organismos que podem ser utilizados na produção de bioetanol e na compostagem. Foram realizados ensaios com êxito na produção do bioetanol de segunda geração com dois destes resíduos e a compostagem com as amostras dos micro-organismos selecionadas. Esses testes apresentaram por volta de 80% a melhora de crescimento da semente do jerimum”, afirmou Souza, que é doutora em Genética e Evolução.
As próximas etapas da pesquisa consistem em otimizar a produção do bioetanol de segunda geração e, ainda, pesquisar nova matéria-prima para a produção do biodiesel. “De posse desses resultados, queremos agora tornar esse bioetanol economicamente viável. Além disso, vamos buscar novas fontes a partir da biodiversidade microbiana para a produção de biodiesel”, detalha.
Para a professora da rede municipal de ensino de Recife, Geovana Brito, a pesquisa possui grande valor científico e deve ser usada como modelo para outras regiões.

Milícias do pensamento - de Kátia Abreu

Publicado pela Folha de São Paulo de 16 de março de 2013

Está sendo construído um consenso de que o produtor rural é um usurpador social
O filósofo italiano Antonio Gramsci ensinava que o teatro de operações da revolução comunista não era o campo de batalha, mas o ambiente cultural, a trincheira do pensamento.
Enquanto Lênin pregava o ataque direto ao Estado, Gramsci sustentava que o novo homem, anunciado por Marx, emergiria não do terror revolucionário, mas da transformação das mente
Para tanto, impunha-se a infiltração e o domínio pelo partido dos meios de comunicação -jornais, cinema, teatro, editoras etc.- e a quebra gradual dos valores cristãos (que ele preferia chamar de burgueses), por meio do que chamava de guerra psicológica.
Segundo ele, é preciso uma reforma intelectual e moral, que leve à superação do senso comum, para a
construção de outro consenso monitorado pelo partido.
A relativização desses valores resultaria, numa primeira etapa, numa sociedade mais fraca, destituída de parâmetros morais, mais propícia a absorver os valores do socialismo.
Desnecessário dizer que essa revolução está em pleno curso no Brasil -e não é de hoje. Entre os consensos construídos, está o de que o produtor rural é um usurpador social, que deve ser
permanentemente molestado. Disso resultou o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), organização sem personalidade jurídica (insuscetível de ser processada por seus atos criminosos), mas com existência concreta, munida de verbas do Estado por meio de ONGs e transgressora recorrente do direito de propriedade, cláusula pétrea constitucional.
Dentro da estratégia gramsciana, as milícias do pensamento valem-se de escaramuças, que consistem em lançar ao debate teses que sabem serão rejeitadas num primeiro momento.
Importa, porém, romper a aura de tabu e acostumar a sociedade a gradualmente absorver o que sempre rejeitou. Exemplo disso foi o Plano Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH), de 2009.
Trata-se de um conjunto de transgressões democráticas, propondo censura à imprensa, legalização das invasões de propriedades (tirando do Judiciário o poder de arbitragem e incluindo o invasor como instância de mediação), proibição do uso de símbolos religiosos em locais públicos, revisão do currículo das academias militares etc.
Agora, o PNDH-3 que a sociedade rejeitou volta como um fantasma na redação dada por alguns deputados ao artigo 159 do novo Código de Processo Civil. Constam no texto, entre outras pérolas, que, "nos casos de litígio coletivo pela posse ou propriedade de imóvel urbano ou rural, antes do exame do requerimento de concessão da medida liminar, o juiz deverá designar audiência de justificação prévia de conciliação entre as partes e seus representantes legais".
Isso significa que, em vez da defesa natural da propriedade rural ou urbana, em caso de invasão, os invasores - com seus facões e foices, fazendo uso de cárcere privado de trabalhadores- deveriam ser previamente ouvidos e defendidos. Os criminosos, preliminarmente, colocariam suas exigências. Imagine se a moda pega e a proposta é estendida a roubo e homicídio.
A aberração não para aí. Diz o parágrafo 2º que, "sempre que necessário à efetivação da tutela jurisdicional, o juiz deverá fazer-se presente na área do conflito".
Não basta, por exemplo, a polícia, que passaria, então, a ter um papel meramente secundário. O próprio juiz, nesses casos, deveria ser obrigado a deixar suas funções para comparecer pessoalmente para ouvir os invasores, os criminosos.
Mais adiante, no parágrafo 4º, outro absurdo:
"O juiz requisitará aos órgãos da administração direta ou indireta da União, do Estado ou do Distrito Federal e do município informações fiscais, previdenciárias, ambientais, fundiárias e trabalhistas referentes ao imóvel".
Parece evidente, salvo para crédulos e radicais, que tal forma de mediação visa nada menos do que inviabilizar, tornar nulo o instituto da reintegração de posse. E, junto com a anulação, desapareceria o direito de propriedade, ferido de morte.
Gramsci, no inferno, deve estar elebrando.
KÁTIA ABREU, 51, senadora (PSD/TO) e presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil),

quarta-feira, 3 de julho de 2013

FALTAM 459 DIAS

O primeiro turno das eleições será em 5 de outubro de 2014.
FALTAM 459 DIAS PARA TIRAR ESSA CORJA DO PODER.

terça-feira, 2 de julho de 2013

FALTAM 460 DIAS

O primeiro turno das eleições será em 5 de outubro de 2014.
FALTAM 460 DIAS PARA TIRAR ESSA CORJA DO PODER.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

FALTAM 461 DIAS

O primeiro turno das eleições será em 5 de outubro de 2014.
FALTAM 461 DIAS PARA TIRAR ESSA CORJA DO PODER.