terça-feira, 15 de março de 2011

Transgênicos

Comentário que postei hoje no Blog do Alon:

A ciência viabiliza a inovação tecnológica que, por sua vez, impulsiona e orienta novas pesquisas científicas. É uma espécie de ciclo virtuoso.

As engenharias nuclear e genética são duas tecnologias sensíveis, de uso dual, ou seja, com ampla aplicação para a Sociedade, mas que também representam ferramentas úteis para a supremacia militar e a hegemonia política.

Os acidentes nos reatores nucleares do Japão retemperaram a discussão sobre o uso da energia atômica, povoando as páginas dos jornais com artigos e mais artigos sobre a segurança dessa tecnologia.

No que tange à questão dos transgênicos, eu noto um sentido inverso. O assunto, que já despertou grande polêmica, não está mais tão presente na mídia. Eu atribuo isso ao aumento do custo dos alimentos. Os europeus, que protagonizaram as maiores barreiras aos organismos geneticamente modificados, agora pagam muito pela sua comida. Por isso, afrouxaram as regras para a importação de alimentos transgênicos.

As ONG brasileiras seguem as ordens de suas matrizes europeias e se calam sobre o assunto. O resultado é que escassearam as mensagens de protesto contra os transgênicos.

O livro "Globotomía", de Aramis Latchinian, ex-ministro do meio ambiente do Uruguai, expõe o fato claramente. Nossos ambientalistas seguem as ordens do exterior. Nada mais justo, pois são os europeus que lhes pagam o salário.

O resultado é que uma ex-ministra do meio ambiente e ex-candidata a presidência afirmou, num evento recente em Manaus, que é contra toda e qualquer obra de grande porte na Amazônia. Ela justifica-se dizendo que busca coerência com seus discursos e práticas. Contudo, o que transparece é que pouco lhe importa que a capital do Amazonas não tenha ligação rodoviária com o resto do país ou que a Amazônia disponha do maior potencial hidrelétrico do Brasil.

É assim mesmo. Está mais do que na hora dos brasileiros defenderem seus próprios interesses ao invés de se ajustarem à agenda ambiental dos patrões europeus.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Os militares e as vítimas da ditadura


Transcrevo esse editorial, publicado pelo Globo de hoje.

Editorial
Os militares e as vítimas da ditadura
Os 26 anos consecutivos de democracia - o mais longo período sem rupturas da história da República brasileira - , dos quais 23 sob uma Constituição que restabeleceu a hegemonia do poder constituído civil, não parecem ser suficientes para evitar momentos de mal-estar no relacionamento entre o governo federal e militares.
No centro das insatisfações está a compreensível reclamação de familiares de desaparecidos na guerra suja dos anos de chumbo por informações sobre o paradeiro de parentes tragados nos porões da ditadura militar. A forma, porém, como a questão começou a ser encaminhada, na fase final da Era Lula, semeou discórdias. Numa demonstração de, no mínimo, desastrada insensibilidade política, o governo passado permitiu que grupos da esquerda autoritária, incrustados no poder, utilizassem a terceira versão do Programa Nacional de Direitos Humanos para propor, na prática, a revisão da Lei de Anistia, a fim de permitir a condenação na Justiça de agentes públicos autores de sequestros, tortura, assassinatos etc.
Ora, a campanha com esta finalidade deflagrada pelo então ministro da área de direitos humanos, Paulo Vannuchi, com apoio do chefe da Pasta da Justiça na época, Tarso Genro, hoje governador do Rio Grande do Sul, não teria, como não teve, vida longa, pois a Lei da Anistia foi recíproca, como reafirmaria o próprio Supremo Tribunal Federal, no julgamento de ação proposta pela OAB. Quer dizer, perdoou militares, policiais e também passou a borracha no prontuário de terroristas e guerrilheiros.
O esboço de uma crise militar foi abortado pelo compromisso do governo de evitar revanchismos e pela atuação do ministro da Defesa, Nelson Jobim, mantido pela presidente Dilma Rousseff. O compromisso está preservado, tanto que Jobim e a nova titular da Secretaria de Direitos Humanos, ministra Maria do Rosário, trabalham juntos para conseguir aprovar no Congresso o projeto de criação da Comissão da Verdade. Se fosse para tentar criminalizar militares e policiais - legalmente impossível - Jobim não estaria ao lado de Maria do Rosário.
É neste contexto que reportagem do GLOBO divulga documento redigido pelo Comando do Exército, e apoiado pela Marinha e a Aeronáutica, contra a criação da Comissão, idealizada para levantar as informações reclamadas pelas famílias de vítimas da ditadura. O Ministério da Defesa ainda tentou desqualificar o texto, afirmando ser ele do ano passado. Porém, o desconforto voltou a Brasília, quando já se havia superado o incidente da míope avaliação do recém-empossado chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general José Elito Siqueira, de que existir desaparecidos políticos não deveria "envergonhar".
A divulgação do documento serve, ao menos, para a reafirmação de alguns pontos. Como o de que os familiares têm direito de saber o destino de parentes sob custódia do Estado - mesmo que fosse de um braço semiclandestino dele. Os militares, por sua vez, não precisam se preocupar com o revanchismo, já descartado pela Justiça, mas têm razão ao reivindicar a apuração de crimes cometidos pela esquerda armada. A história precisa ser contada por inteiro.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Veríssimos

Eu prefiro o Luiz Fernando ao Érico. Ou será que não? Afinal, quem é o melhor, o pai ou o filho?

Não me esqueço da menina Clarissa alimentando suas galinhas, ou do certo capitão Rodrigo se espalhando num bar, dando de talho nos grandes e de prancha nos pequenos. São leituras da minha juventude, marcaram minha alma.

O Capitão Rodrigo existe em mim; a Ana e a Bibiana Terra também. Estão todos metidos num Rio Grande distante e frio, onde os homens pouco vivem e as mulheres morrem aos pouquinhos.

O pai foi grande, grande demais. Eu o li e reli; e reli novamente. O capitão me fascinava, não me importava os tantos e quantos defeitos que lhe enumerassem. Ele era o meu heroi.

O pai foi o pai, mas o filho não é só o filho do Érico; ele é mais, muito mais que um simples Luiz. Ele é o Luiz Fernando Veríssimo, um gênio, o gaúcho mais lido do planeta, o maior colorado vivo, o autor dos textos que mais gosto.

O tempo e o vento carregaram minha juventude por aquele Rio Grande tão longe. Minha madurez se delicia com o Analista de Bagé e as cobras venenosas dos nossos tempos.

Luiz Fernando, o filho do Érico, é tão velho quanto o meu próprio pai. Érico se foi faz tempo e bem sei que Luiz  também nos deixará, num futuro que espero esteja bem distante.

É assim mesmo; os autores se vão, mas os personagens ficam, talvez misturados num lugar onde um certo Rodrigo, folgado e fanfarrão, encontra um analista bem tosco, que descobre um tantinho assim de frescura enrustida nos trejeitos do capitão. 

Se é verdade, é vero; se é vero, é Veríssimo.




sábado, 5 de março de 2011

Discursos e práticas

Viva o BNDES, viva o meio ambiente e viva o desenvolvimento sustentável!

Num recente evento na Universidade Federal do Amazonas, a senadora Marina Silva afirmou que é contra o asfaltamento da BR 319. Coerente com seus discursos e práticas, a excelentíssima senadora enfatiza  a preservação ambiental e me pareceu não se incomodar que Manaus não disponha de ligação rodoviária com o resto do Brasil.

As práticas e discursos da excentíssima senadora são verdes. Ela conseguiu expressiva votação nas últimas eleições para a Presidência. Suas ideias conquistam corações e mentes e, por isso,  vários políticos também esverdeiam os seus discursos.

Há, por exemplo, quem se posicione radicalmente contra a usina de Belo Monte, sendo contrário a toda e qualquer obra de grande porte na Amazônia. Esse pessoal não leva em conta os benefícios da usina, enxergam apenas os seus defeitos. Há quem defenda que se queime óleo nas termelétricas mas não se construa novas hidrelétricas na regiao. O Brasil precisa de energia, mas isso pouco lhes importa.

Também são uns cara-de-pau. Quando ocorrer um novo apagão, culparão o governo por não ter tomados as providências.

A construção de Belo Monte conta com recursos do BNDES. O banco investe no desenvolvimento do Brasil, o que incomoda muito europeu que não se conforma com o crescimento de nosso país. Daí, há organizações que se prestam a reverberar a insatisfação das suas matrizes. Elas falam bem alto e convencem muita gente.

Li na imprensa que, quando concluída, a usina de Belo Monte poderá viabilizar a ligação hidroviária do Centro-Oeste com a Bacia Amazônica, representando uma nova rota de escoamento da produção agrícola.

Imaginem que as barcaças carregadas de soja poderão dispensar as milhares e milhares de carretas que levam os grãos do Mato Grosso e entopem o porto de Paranaguá. Essa hidrovia livraria o meio ambiente de milhões e milhões de toneladas de CO2 que são despejadas na queima do óleo diesel dos caminhões da soja.

Mas os ambientalistas esverdeados não enxergam essa obviedade. Na verdade, para essa gente não interessa a preservação ambiental. Isso é apenas um pretexto para estrangular o crescimento do Brasil.

Eu me considero mais ambientalista que muitos desses esverdeados.

Cuidado, então, com certos discursos e práticas. Pode ser que eles não sejam tão bem intencionados quanto pareçam.

Fora capachos!

O atual procedimento em relação aos transgênicos  comprova que muitas ONG ditas brasileiras trabalham conforme as determinações das matrizes europeias.


Um renomado cientista brasileiro me alertou sobre uma declaração da ASPTA, que é uma ONG absolutamente contrária aos transgênicos. No seu Comunicado 529, de 04 de março de 2011, aquela organização informa, meio embaraçada, sobre a decisão dos europeus em afrouxar as regras de importação de grãos transgênicos.

Esse fato reforça a percepção da trégua das ONG contra os transgênicos. Como já havia apontado antes no meu Blog, os europeus estão gastando muito com sua comida e, por isso, flexibilizaram suas restrições à importação de alimentos geneticamente modificados.


Em resumo, a Europa precisa flexibilizar suas regras contra os transgênicos e as ONG devem calar a boca.

Isso me lembra o final da década de 1930, quando os comunistas do mundo todo tiveram de calar suas críticas contra o nazismo. É que Hitler e Stalin haviam se aliado para invadir a Polônia. Então, como não era politicamente correto criticar um aliado, os vermelhos tinham de se calar. E ai de quem desobedecesse às ordens.  Pouco tempo depois, quando a Alemanha invadiu a União Soviética, os camaradas foram liberados por Moscou para descer a lenha com vontade contra os nazistas.

O nazismo acabou há mais de sete décadas e já fazem mais de vinte anos que derrubaram o muro de Berlim. Contudo, o que assistimos na atual ordem mundial é que as coisas continuam do jeito que sempre foram. Permanece a orquestração para a conquista de corações e mentes, para a imposição de ideias, com o único propósito de dominar os povos. Nós da periferia somos manipulados para adaptar nossos pensamentos aos interesses estrangeiros, mesmo que sejam contrários aos de nossa gente.  Isso também vale quando o assunto é transgênicos.

Os europeus resistem em abrir seus mercados e impuseram restrições contra a importação de grãos. O pretexto é que o Brasil, a Argentina e os Estados Unidos produziam alimentos geneticamente modificados. Daí, as ONG do mundo todo gritaram "FORA TRANSGÊNICOS." Agora, que os alimentos estão muito caros, eles flexibilizam as importações e as ONG devem se calar.


Quando eu era da CTNBio, pude assistir de perto a atuação desse pessoal. Nunca esquecerei do dia que o MST nos brindou com sua presença numa de nossas reuniões. Eles foram gentilmente conduzidos pela sua excelência representante do Ministério Público da União, que nos assegurou do pleno direito dos Sem Terra em ocupar as cadeiras imediatamente atrás dos membros da Comissão.

Naquele dia, os membros da comissão viram-se constrangidos, sem conseguir manifestar suas opiniões, que podiam se aplaudidas ou vaiadas pela plateia. Foi particularmente difícil tratar de assuntos científicos, ainda  mais quando um grupo de moças grávidas fez questão de subir no tablado e ler uma declaração contra os transgênicos. Tudo isso em nome do princípio constitucional da Publicidade. Só não posso dizer quem aproveitou essa publicidade toda.

Menciono, também, os mais de dois mil e-mails que um robô do Greenpeace me enviou com mensagens anti-transgênicos, entupindo minha caixa postal e prejudicando até mesmo a minha vida pessoal. Felizmente, a coisa parou por ai e não se repetiu.

Deixo claro que não sou contra, nem favorável a Organismos Geneticamente Modificados. Tudo depende das condições em que eles são empregados. Aliás, a maioria dos membros da CTNBio embasava seu julgamento apenas em termos técnicos e muitos deles expressavam genuína de trabalhar pela ciência do Brasil. Esses foram alvo da ira dos anti-transgênicos e alguns cientistas foram tachados de vendidos para as multinacionais.

Os fatos evidenciam que as ONG que promoviam aquelas acusações na verdade agem para agradar seus patrões europeus. Elas enganam o povo brasileiro.

Fora, bando de capachos!

quarta-feira, 2 de março de 2011

LAMBANÇA DO SPORT

Em 1987, eu era um garoto recém-formado e servia em Porto Alegre. Não havia TV a cabo e as emissoras locais transmitiam quase que somente os jogos dos times gaúchos. Assim, passei o ano praticamente ignorando o que acontecia com o Mengão.

Acho que não exagero quando digo que, em termos de futebol, aquele ano foi o mais desorganizado de todos os tempos. A CBF assumiu sua incompetência e delegou ao Clube dos 13 a tarefa de montar um campeonato que reunisse os grandes do futebol brasileiro.

Os dirigentes dos clubes cumpriram a tarefa com o pensamento focado nas rendas e desprezaram os demais critérios de merecimento. O resultado é que eles criaram a Copa União, reunindo os melhores times do Brasil, mas deixando de fora o Guarani e o América do Rio, que haviam sido o vice-campeão e o quarto colocado do campeonato do ano anterior.

A Copa União já havia iniciado quando a CBF resolveu montar um outro campeonato com dezesseis times que haviam ficado de fora. Para a entidade máxima do futebol brasileiro, os times que disputavam a Copa União comporiam o Módulo Verde o campeonato inventado de última hora seria o Módulo Amarelo.

A CBF decidiu que os vencedores dos módulos amarelo e verde se enfrentariam numa final que apontaria o campeão brasileiro daquele ano.

Ocorre que o Clube dos 13 não aceitou a imposição. Um dos motivos era a disparidade na composição dos módulos.

O módulo verde reunia as equipes de maior torcida do Brasil, como Flamengo, Internacional, Fluminense, Botafogo, Vasco, São Paulo, Palmeiras, Santos, Grêmio, Cruzeiro, Atlético Mineiro, etc.

Por outro lado, disputavam o Módulo Amarelo o Sport, Criciuma, Joinville, Rio Branco, Inter de Limeira, Ceará, dentre outros.

Eu morava em Porto Alegre e fui na grande final da Copa União. Quase levei porrada no Beira-Rio quando assisti o empate de um a um entre o Mengão e o Inter. Na partida no Rio de Janeiro, deu Mengão de um a zero.

Já no Módulo Amarelo, houve duas partidas. Na primeira, o Guarani ganhou do Sport de dois a zero; na segunda, em Recife, o Sport bateu o bugre por três a zero.
O regulamento mandava e as equipes foram para a prorrogação que terminou empatada em zero a zero.
A decisão foi para os penaltis. Os jogadores foram batendo as penalidades e nada de se chegar a uma conclusão. Aí, ocorreu a cena mais inusitada que eu já havia visto. Os jogadores resolveram desistir de bater as penalidades e terminar a partida do jeito que estava, empatada. Saíram  abraçados de campo, convictos que dividiriam o título.
 
Não me pergunte o porque, mas, poucos dias depois, o Guarani resolveu desistir do título e o Sport foi considerado campeão do Módulo Amarelo.

Daí, a CBF mandou que o Mengão e o Inter, campeão e vice-campeão da Copa União, depois de muita luta contra os grandes do futebol brasileiro, teriam de jogar com o Sport e Guarani, que haviam sido declarados campeão e vice-campeão do módulo amarelo, após desistirem de bater os penaltis na final e saírem de campo determinados a dividirem o título.

Diante dos absurdos cometidos, foi a vez do Clube dos 13 determinar que o Mengão e o Inter não jogassem aquela partida.

O resultado é que o Sport e Guarani disputaram um quadrangular fantasma, em que ganharam por WO as partidas que disputariam com o Flamengo e o Internacional.

A CBF determinou que o Sport era o grande campeão brasileiro daquele ano.

No prosseguimento da confusão, o Sport procurou a Justiça Federal em Pernambuco, que proferiu uma sentença que lhe assegurou o direito de ser o campeão brasileiro de 1987.

Em fevereiro deste ano, após longos anos de injustiças, a CBF emitiu portaria declarando que o Mengão e o Sport foram, os dois, campeões brasileiros de 1987. O fato assegurava ao rubro-negro da gávea o título de hexa-campeão brasileiro. Mas o Sport não se conformou.


Para acrescentar mais lambança ao imbroglio, os dirigentes do Sport ontem declararam que a Justiça Federal em Pernambuco havia determinado à CBF que revogasse a Portaria que proclamou o Mengão como campeão de 1987.

Agora há pouco, o site do Globo Esporte publicou que:
"o Juiz Francisco Alves dos Santos Júnior, titular da 2ª Vara Federal de Pernambuco, publicou uma nota no portal da Justiça Federal do Estado explicando a notificação feita nesta terça-feira à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o seu presidente, Ricardo Teixeira, sobre a divisão do título brasileiro de 1987. Ao contrário do que disse a diretoria do Sport, o juiz afirmou que não decidiu que a entidade deveria a revogar a portaria que também considerou o Flamengo campeão nacional daquele ano."

Eis a lambança do Sport, agindo de má-fé, distorcendo a história em seu favor.

É por isso que eu digo: MENGÃO - HEXA CAMPEÃO!!!!

terça-feira, 1 de março de 2011

Será?


Acabo de assistir, na Internet, ao programa Espaço Ciência e Tecnologia, da Globo News, exibido em 28 de fevereiro.

Ele mostrou algumas pesquisas de manipulação genética, conduzidas pela Embrapa, voltadas para a síntese, em plantas, de substâncias que antes só os seres humanos poderiam produzir.


Esse programa, com um enfoque favorável à biotecnologia, insere-se num cenário mais amplo. No acompanhamento da mídia, percebi uma redução das notícias com denúncias contra a CTNBio. Tudo isso leva a crer que haveria uma espécie de trégua que a imprensa e as ONG ambientalistas têm dispensado ao assunto transgênicos.

O que explicaria esse fato?

Sabe-se que a produção agrícola de plantas geneticamente modificadas consegue rendimentos melhores que as de plantas convencionais. Com isso, os agricultores obteriam maiores ganhos de produtividade, o que tenderia a baixar os preços dos alimentos. 

Recentemente, o presidente Sarkozy, da França, defendeu um tabelamento das commodities, principalmente dos produtos agrícolas, que estariam com preços muito elevados. Ou seja, os europeus estão gastando muito com sua comida.

Caso isso seja mesmo verdade, será que haveria alguma ordem das matrizes européias das ONG para que os ambientalistas brasileiros calem a boca contra os transgênicos?

Será?